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Brasília

Supermercado é condenado após funcionário jogar ponta de cigarro em bebê

Colaborador JBr

23/09/2016 13h12

Reprodução/Facebook

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou o supermercado Carrefour a pagar R$ 10 mil à mãe de um bebê, que foi queimado por uma ponta de cigarro dentro do supermercado. O incidente aconteceu em maio do ano passado.

Em uma publicação no Facebook, a servidora pública Andrea Moscardini  contou que chegava ao mercado com o filho, quando um funcionário jogou a ponta do cigarro no carrinho do bebê. A mulher não havia percebido o ocorrido e foi alertada por uma outra cliente do estabelecimento. O incidente provocou uma queimadura no pé da criança.

Em entrevista ao G1, o advogado da mãe, Lucas Rodrigues Mendonça, disse que a testemunha acabou não prestando depoimento. “Diante do desespero, ela [a mãe] não conseguiu anotar o telefone nem pegar o nome da mulher. Ela até tentou pegar as imagens das câmeras de segurança do mercado, porque disse que se lembrava do rosto, mas o mercado nunca forneceu as imagens”, conta.

Na época, o bebê precisou tomar medicamentos para cuidar do ferimento. Andrea diz que, apesar de pequena, o machucado foi “profundo”, provocando queimadura de segundo grau. O Instituto Médico Legal (IML) comprovou a gravidade.

“Meu objetivo não era ganhar dinheiro, era combater esse absurdo. Eu queria pedir que eles realizassem uma ação pedagógica com os funcionários para evitar esse tipo de situação novamente”, contou a mãe ao G1.

Mesmo sem o depoimento e as filmagens, a Justiça do Distrito Federal analisou as fotos da queimadura, o boletim de ocorrência e o relato da servidora.

A defesa do mercado informou que não é comum funcionários fumarem em local de trabalho e que não há provas que liguem o caso a algum dos empregados. Mas, ainda assim, o Carrefour disse que não vai recorrer a decisão e vai pagar a multa.

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