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Arquivo Geral

02/11/2016 7h06

Atualizada 01/11/2016 12h07

Serão definidos hoje os dois finalistas da Copa do Brasil. Os dois times que lutarão por uma vaga direta à fase de grupos da Libertadores de 2017. Nos dois casos, confrontos entre equipes de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Nos dois casos, os times mandantes (desta noite) jogarão com vantagem – boas vantagens, diria o colunista. O que não impede que amanhã alguém tenha sido surpreendido e acabe de fora da grande festa decisiva. Nos dois casos, também, a vantagem está com o time que ocupa melhor posição no Brasileiro, Atlético Mineiro e Grêmio, que derrotaram, respectivamente, Internacional e Cruzeiro.

Não custa lembrar, ainda, que uma eventual conquista do Galo transforma o G-6 do Brasileiro (que um dia já foi G-4) em G-7. Por tudo isso e muito mais (mata-mata é sempre emocionante, ainda mais quando chega nesta fase decisiva), vale a pena ir para o estádio ou ficar diante da telinha para acompanhar a definição dos finalistas.

Ainda preocupado com os riscos de um rebaixamento, e precisando de uma vitória por dois gols de diferença, o Internacional vai mesmo com um time reserva para enfrentar o Atlético Mineiro no Independência (ou no Horto, onde a galera do Galo afirma que quem ali cai “está morto”). Celso Roth, treinador do Colorado, admite que sua prioridade é salvar a participação do time no Brasileiro da Série A de 2017. Qualquer coisa além, é lucro. E ele não pretende arriscar essa aparente melhora na classificação por uma ilusão – a derrota do São Paulo diante do América Mineiro só fez aumentar a tensão no Beira Rio.

Na partida do Sul, a expectativa da galera gremista refletiu-se na venda de ingressos: tudo esgotado, desde segunda-feira. O Grêmio, que acabou se afastando primeiro da luta pelo título, depois do G-4 e agora do G-6, vê a Copa do Brasil como seu único caminho para a Libertadores. E Renato Gaúcho, quando assumiu a equipe, em queda, afirmou que daria prioridade à competição – se for campeão, o Grêmio será o clube com o maior número de conquistas da Copa do Brasil, superando justamente seu rival de hoje, o Cruzeiro (cinco).

E os resultados de logo mais terão grande influência, também, na reta final do Brasileiro. Faltando cinco rodadas, imaginemos, só para facilitar o raciocínio, que Atlético Mineiro e Grêmio passem, efetivamente, para a final. Alguém acha que o Galo, hoje em quarto lugar, sete pontos atrás do Palmeiras, irá dedicar-se integralmente àquela competição, estando a apenas dois jogos de mais um título e de garantir-se na Libertadores? Ou o Grêmio, oitavo colocado, irá empenhar-se firmemente, sabendo que para chegar ao G-6 do Brasileiro (que o leva à pré-Libertadores, apenas) terá de superar Atlético Paranaense, Corinthians, Botafogo e Fluminense? Até matematicamente é mais fácil brigar pela Copa do Brasil.

É a Chape!

Praticamente livre dos riscos de rebaixamento no Brasileiro, a Chapecoense entrará em campo logo mais para fazer história, ou melhor, para continuar a fazer história. O time do Oeste catarinense enfrentará, em Buenos Aires, o San Lorenzo de Almagro, também de olho numa vaga em uma final – da Copa Sul-Americana (na outra ponta da tabela, Atlético Nacional, da Colômbia, contra Cerro Porteño, do Paraguai). Não custa lembrar que o time argentino foi campeão da Libertadores há pouco tempo, é o time do Papa (perdoem, mas não pude deixar de lembrar o fato) e estabilizou-se financeira e esportivamente após a conquista da Libertadores. Para a Chapecoense, chegar à semifinal já é um grande feito, mas como irá realizar a partida de volta no seu estádio (onde tem se mostrado quase imbatível), por que não pode sonhar com voos mais altos?

Vaia

A galera não perdoa. Na noite de segunda-feira, no Salão Nobre do Fluminense, foi lançada oficialmente a candidatura de Celso Barros à presidência do clube (para quem não liga o nome à pessoa, Celso Barros era o presidente da cooperativa de planos de saúde, patrocinadora do tricolor por 15 anos). Na hora dos agradecimentos, de praxe, o candidato fez questão de registrar a presença de Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, com quem o Fluminense tem travado alguns embates – foi o suficiente para que vários dos presentes o vaiassem. Sentindo a gafe, o candidato fez questão de dizer que pretende fazer como o prefeito eleito do Rio de Janeiro, “governando sem sentimento de revanche”. Malandro, Rubinho, como é conhecido, sorriu e levou na esportiva.

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