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Brasília

Situação de emergência dará mais agilidade no combate aos incêndios

Arquivo Geral

21/09/2010 16h23

 

O Diário Oficial do Distrito Federal traz na edição desta terça-feira (21) o Decreto nº 32.229 de 20 de setembro de 2010, que institui situação de emergência no DF pelo prazo de 60 dias. A medida foi decretada pelo governador Rogério Rosso em virtude do incêndio florestal no Parque Nacional de Brasília, considerada a maior queimada dos últimos três anos. Iniciado no último domingo (19), o fogo destruiu 10 mil hectares da reserva – cerca de 25% – e foi controlado no início da manhã desta terça-feira (21). No entanto, devido às péssimas condições climáticas, como baixa umidade do ar, vegetação seca, ventos fortes e altas temperaturas, as chamas voltaram a acender horas depois. Equipes continuam no local monitorando. 

 

A medida que institui situação de emergência permite, por exemplo, a flexibilização das regras de processos licitatórios, de forma a garantir maior agilidade na aquisição de equipamentos e serviços necessários ao intensivo e imediato combate ao desastre. De acordo com o coronel Paulo Roberto, responsável pela assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros do DF, serão adquiridos, de forma emergencial, Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para todo o contingente. 

 

“O batalhão especializado em incêndios florestais já possui os equipamentos, mas para combater o fogo no parque nacional precisamos de muitos reforços, daí a necessidade de adquirimos balaclavas, óculos, máscaras, filtros, luvas e lanternas, entre outros acessórios”, disse.

 

Segundo o decreto, a situação de emergência é válida para áreas do Distrito Federal comprovadamente afetadas pelo desastre ambiental. “Todos os órgãos que integram o Sistema de Defesa Civil do DF, conforme Decreto nº 7.544, de 8 de junho de 1983, deverão adotar as medidas necessárias para minimizar os efeitos do desastre”, diz o texto. 

 

De acordo com o subsecretário de Defesa Civil do DF, coronel Luiz Carlos Ribeiro, todas as secretarias e subsecretarias, administrações regionais, empresas públicas e fundações do DF integram esse sistema, sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública. Segundo ele, a autoridade tomadora das decisões é o governador Rogério Rosso.

Três novos focos
Os fortes ventos e o mato seco fizeram com que três novos focos de incêndio surgissem no Parque Nacional de Brasília (PNB) no final desta manhã. Cerca de 150 bombeiros e 50 brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizam o combate terrestre, com uso de bombas costais e abafadores. De acordo com informações do capitão Ribeiro do Corpo de Bombeiros, são dois focos médios e um pequeno. “O vento aumentou e isso está nos preocupando”, disse.

Dois aviões-tanque estão apoiando a operação. Cada um tem capacidade para transportar 3,1 mil litros de água que é despejada em vôos rasantes sobre as linhas de fogo. Helicópteros dão apoio transportando os homens entre os focos de incêndio. Duas motos dos bombeiros também percorrem as trilhas do PNB em busca de novos focos. Segundo o capitão Ribeiro, os homens da corporação permaneceram no parque não somente até debelarem todos os focos, mas até o início do período chuvoso, já  que as condições atuais são altamente propícias aos incêndios florestais.

 

 

Qualidade do ar prejudicada

 

Devido aos incêndios florestais e a baixa umidade relativa do ar, ao longo do horizonte ocorre a formação de nuvens de partículas em suspensão que comprometem a saúde de adultos e crianças. Por conta do problema, é frequente a procura por hospitais nesta época do ano, em razão de várias doenças respiratórias.

 

Há 118 dias sem chuva, também é visível o aumento do número de incêndios florestais no DF. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ainda não tem previsão de quando as precipitações vão começar e, para os próximos dias, a previsão é de temperaturas altas. 

 

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