Mesmo com a desobrigatoriedade do uso de máscaras de proteção contra a covid-19, o Sindicato de Estabelecimentos Particulares de Ensino dos Distrito Federal (SINEPE-DF) recomendou, em nota, a continuidade do uso do acessório.
“O SINEPE orienta para o cumprimento da lei e recomenda às escolas a continuidade do uso da proteção facial como forma de prevenção e combate à covid-19 nos espaços escolares”, escreveu o sindicato em documento divulgado.
O sindicato ainda lembrou que a obrigatoriedade outros itens de combate à covid, como o uso de álcool e sanitizadores de ambientes, ainda estão vigentes.
A proteção foi desobrigada em ambientes abertos e fechados nesta quinta-feira (10), pelo governador da capital Ibaneis Rocha (MDB). Em suas redes sociais, o mandatário escreveu que “quem quiser continuar usando máscaras, que continue usando.”
“As pessoas têm que se prevenir. Vai existir um debate na sociedade e imprensa. Quem quiser continuar usando máscaras, que continue usando. Não é obrigatório a retira de máscaras. Nós vamos ter que aproveitar este momento com responsabilidade”, escreveu.
Além do SINEPE, outro sindicato que se manifestou foi o dos Professores do DF (Sinpro-DF), que se colocou contrário à desobrigatoriedade. Nesta tarde, eles iriam se reunir com a secretaria de Educação para definição de um posicionamento oficial.
Já a Universidade de Brasília (UnB), informou, também por meio de nota, que irá manter a obrigatoriedade da proteção em suas instalações. Além das máscaras, eles também lembraram da necessidade de apresentar o comprovante vacinal para circular pela universidade.
A desobrigatoriedade ao ar livre já estava vigente desde a última sexta-feira (04). Na segunda (07), foi a vez dos shows e eventos com até 500 pessoas serem liberados mediante apresentação do cartão de vacinação contra o vírus. Vale lembrar que ambas as liberações ocorreram um e três dias após o fim das festas de carnaval, que haviam sido canceladas para conter a pandemia.
Covid
Entre os dados analisados pelo GDF para a decisão, um dos principais foi a Taxa de Transmissão (Rt) que, nesta quinta, se manteve no seu menor índice desde o início da pandemia, em março de 2020: 0,60.Vale lembrar que, acima de 1, a taxa indica que a pandemia está tendendo a avanças. Essa taxa significa que 100 pessoas infectadas infectam outras 60.