Sessão solene marcada por muita emoção. Assim foi a entrega do título de Cidadão Honorário de Brasília ao presidente de Israel, Shimon Peres, nesta terça-feira (10) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
A proposta de conceder o título ao presidente ressalta que o comportamento ético e a conduta ilibada de Shimon Peres são dignos de receber a homenagem que prestigia “todos aqueles que têm dedicado sua vida ao melhoramento da qualidade e eficiência na representação do seu povo e da humanidade como promotor da Paz”.
O governador em exercício Paulo Octávio não poupou elogios ao presidente de Israel. Ele ressaltou que a concessão da cidadania brasiliense a Shimon Peres fortalece ainda mais as boas relações entre Israel e Brasil e adiantou que um convênio de cooperação tecnológica será assinado entre empresas de água dos dois países. “Na próxima semana vamos assinar um convênio entre companhias de saneamento básico de Brasília e de Tel Aviv com o objetivo de trocar tecnologias. Brasília pode abrir um mercado promissor em Israel”, afirmou Paulo Octávio.
Ao receber o título, Shimon Peres estava muito emocionado. O presidente ressaltou a importância da palavra de Deus na comunicação entre governantes. “Não estava entendendo a tradução completamente, mas quando vi uma Bíblia sobre a mesa percebi que falávamos a mesma língua”, disse Peres. “O título é uma honra para mim e para todo o povo de Israel. Brasília é a capital do mundo novo porque aqui criam um lugar maravilhoso onde o homem está no centro de tudo”, completou Peres.
Prêmio Nobel da Paz
Em 1994, Shimon Peres recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo empenho em tentar encerrar os conflitos entre Israel e Palestina. O presidente foi co-fundador do Partido Trabalhista israelense e primeiro-ministro de Israel nos períodos de 1984 a 1986 e de 1995 a 1996. Eleito em junho de 2007 aos 84 anos assumiu a presidência de seu País para um mandato sete anos.
Shimon Peres também publicou, em 1993, o livro “O Novo Oriente Médio” onde transmite sua visão sobre o futuro do local, no qual interesses nacionais e econômicos seriam os guardiães da Paz nesta zona.