Natasha Dal Molin
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A votação do crédito suplementar de R$ 20 milhões para a Fácil-DF para o reabastecimento dos cartões dos beneficiários do Passe Livre Estudantil fez parte do acordo que levou ao fim da greve dos rodoviários. A destinação do recurso para o programa já estava prevista, no entanto, os parlamentares condicionavam a aprovação à discussão do projeto que vai alterar as regras do passe livre estudantil.
A mudança repentina no discurso, que até então era de que o repasse só seria aprovado se soubessem como o dinheiro seria aplicado, surgiu ontem, quando os parlamentares anunciaram que os créditos seriam aprovados na sessão. Não houve entendimento, porém, e a votação dos créditos para o programa, assim como o novo projeto que o Executivo encaminhará para o passe estudantil ficarão para a próxima semana.
O PT, que participou da reunião com o governo e os sindicalistas para a discussão do fim da greve, nega qualquer contrapartida. “O crédito será votado porque houve entendimento em relação à origem do dinheiro, que antes era de emendas parlamentares e agora sairá de um remanejamento do governo”, avaliou o líder petista na Casa, Paulo Tadeu.
O repasse não foi votado ontem por falta de acordo. O presidente da Casa, Wilson Lima (PR), encerrou a sessão, adiando a votação para a próxima semana. Além das discussões sobre a vaga de corregedor da Casa, que está em aberto, o imbróglio teria surgido por causa da falta de comunicação do governo com o Legislativo.
Wilson Lima, que tinha um encontro com o governador Rogério Rosso (PMDB) na manhã de terça-feira, que acabou não acontecendo, teria ficado contrariado com o fato de não ter sido comunicado sobre as mudanças na votação dos projetos que envolvem o passe livre. Como a aprovação dos créditos ficou para a próxima semana, é provável que a votação se dê em conjunto com o novo projeto, que já valeria para o segundo semestre do ano.
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