Mais de 600 trabalhadores terceirizados dos serviços de limpeza e conservação dos hospitais e postos de saúde do DF estão em greve, desde a manhã desta terça-feira (11). O principal motivo da paralisação é o fato de os servidores não terem recebido salários, tíquete-alimentação e vale-transporte referentes ao mês de setembro, que deveriam ter sido pagos na última sexta-feira (7).
Os funcionários, empregados das empresas Ipanema e Apecê, trabalham nos hospitais e postos de saúde de Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Brazlândia, Guará, Núcleo Bandeirante, Gama, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho, Planaltina, Hospital Pronto Atendimento Psiquiátrico-HPAP (Taguatinga) e Instituto de Saúde Mental – ISM (Riacho Fundo II). As duas empresas são contratadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-DF) para prestação de serviços na rede pública de saúde.
Os trabalhadores também reivindicam os constantes atrasos nos seus vencimentos, que ocorrem desde o início deste ano e têm causado prejuízos à categoria.
De acordo com a presidente do Sindiserviços-DF, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados no DF, Maria Isabel Caetano dos Reis, a paralisação deverá se estender às merendeiras e ao pessoal da limpeza das escolas públicas, que também não receberam os salários e benefícios.
Inúmeras denúncias têm sido formuladas pela direção do Sindiserviços-DF no Ministério Público do Trabalho (MPT), que tem convocado o GDF e os patrões para buscar uma solução definitiva aos recorrentes atrasos.
“Parece que o governo, ao invés de regularizar a situação e fiscalizar as empresas, faz economia de estado com a redução de contratos, o que tem provocado demissões e sobrecarregado os trabalhadores que não são demitidos e que estão adoecendo com a excessiva carga de trabalho”, afirma Maria Isabel.
No início da tarde algumas empresas começaram a pagar seus empregados, porém vários trabalhadores ainda não haviam recebido os seus vencimentos.