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Brasília

Serviço VIP para clientes dos táxis

Arquivo Geral

08/05/2013 9h50

Com a proximidade dos grandes eventos esportivos na capital do País, a necessidade de existir uma frota de táxi que atenda a demanda aumenta. Isso inclui, além de um número suficiente de carros – que hoje está aquém da procura –, o conforto. E, nesse último aspecto, alguns taxistas do DF têm mostrado que é possível surpreender os clientes.

 

Josias de Souza tem 46 anos –   21 deles dedicados à profissão. Desde que decidiu “turbinar” o táxi, viu aumentar a  clientela. “Por meio do convívio com passageiros que conheceram outros países, descobri  serviços mais requintados. Quis tentar trazer esse modo de trabalhar para cá”, conta.

 

O cliente de Josias pode pagar as viagens com cartão e dividir em até seis vezes, dependendo da distância percorrida. O passageiro dispõe de um frigobar com uma série de opções de refrescos, TV, aparelho de DVD, carregadores para todos os tipos de celulares e um notebook com internet – tudo de graça.

 

 “O taxi é um serviço de recepção de uma cidade. Estamos nos esforçando para receber bem o cidadão de qualquer país. Somos vistos como  representantes da cultura do local, como um cartão-postal”, reforça Josias, que consegue encarar o inglês e fala hebraico. 

 

Limpeza

Colega de profissão, Edson Estevan decidiu investir em um carro melhor nos últimos dois anos e hoje colhe os frutos. O veículo acomoda até seis pessoas e tem   frigobar, computador e televisões individuais. “Quando as pessoas entram, eu já recebo elogios pela higienização do veículo e todos os serviços extras. Não falta corrida para mim”, comemora.

 

Lembrando da Copa das Confederações, no mês que vem, ele deixa o recado: “Falta aperfeiçoar os outros táxis. Eu investi meu dinheiro para isso, mas é uma terra fértil, pode plantar que você vai colher”. 

 

A empresa de taxi Maranata, para qual trabalha  Edson, não arca com os investimentos, mas incentiva os taxistas.   “Estamos trabalhando para substituir todos os veículos”, explica o gerente Jacob de Souza.

 

Aumento da frota ainda é só promessa

Atualmente, o DF conta com 3,4 mil permissões de táxi. Com isso, a capital tem uma média 735 passageiros por veículo, número alto se comparado com as outras grandes cidades do País. No Rio de Janeiro, por exemplo, a média é de 200 passageiros por taxi. Em um dia ensolarado, uma rádio taxi da cidade recebe em média 2,5 mil chamadas. Dessas, apenas 60% conseguem ser atendidas. Em um dia chuvoso, a procura aumenta para três mil ligações diárias, e o atendimento reduz para 50%. 

 

A promessa de novas concessões é antiga. Agora, o novo prazo prometido pelo GDF é até o fim do ano, quando podem ser liberadas mais 646 placas vermelhas. 

 

 “O estudo foi concluído e  a continuação do processo foi autorizada. Agora, temos que fazer o edital de licitação. Estou agendando reuniões com o Tribunal de Contas e com o Ministério Público para discutirmos os pontos que iremos utilizar dentro do edital antecipadamente. Depois vamos reunir com a categoria e   colocar o edital na rua até o final do ano”, assegura o subsecretário de Transporte Público Coletivo e Individual, José Ronaldo Persiano.

 

Qualidade

Para ele, tão importante quanto a quantidade de táxis pela rua é a qualidade da corrida e a utilização de serviços e produtos diferenciados: “Qualquer negócio que fica estagnado  tem tudo para  desandar. As ideias que surgem   são muito bem-vindas e necessárias. A criação de aplicativos que substituem o rádio taxi, o GPS e o wi-fi dentro do carro são alguns exemplos”.

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