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Brasília

Sequestro de mulheres em Brasília acaba sem feridos e com assaltantes presos

Arquivo Geral

14/06/2011 19h41

Uma tentativa frustrada de sequestro relâmpago hoje (14) na quadra 711 Sul em Brasília, fez quatro mulheres reféns por cerca de seis horas. Bruno Leonardo Vieira de 29 anos e Adelino de Souza Porto, de 57, tentaram sequestrar Guilherme Sartori que saia de casa. Dois operários que trabalhavam nas proximidades suspeitaram da movimentação e acionaram a polícia por volta das 10h.

 

Assustados, os dois sequestradores entraram na casa, e fizeram três mulheres reféns, inclusive uma grávida. Mariana de Freitas Sartori, a quarta vítima, estava escondida em um dos quartos e passou informações sobre o comportamento dos assaltantes antes de ser encontrada.

 

A negociação da Polícia Militar terminou às 16h sem feridos. As reféns foram atendidas no Hospital Naval de Brasília. “O momento mais crítico de toda a operação foi logo no início, pois os sequestradores estavam eufóricos e nervosos por conta da presença policial no local”, afirmou o tenente coronel Juarez Teixeira Madureira, chefe da equipe de negociação.

 

Os sequestradores já tinham passagem na polícia por homicídio e roubo e Porto estava foragido desde o último saidão, benefício dado a presos com bom comportamento, na páscoa. Estavam armados com uma pistola calibre 38, consumiram maconha e cocaína dentro da casa, o que levou a polícia a avaliar a invadir da casa. “A partir do momento em que visualizamos o consumo de drogas, atiradores de elite foram posicionados para evitar qualquer reação inesperada dos sequestradores”, disse o comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Fábio Pizetta.

 

A polícia militar do Distrito Federal disse que a operação foi concluída com sucesso, já que não houve feridos entre as vítimas e os sequestradores. “Operamos nessa situação com toda a segurança, buscando sempre resguardar a vida dos envolvidos”, disse o major Adriano Meirelles.

 

Os sequestradores exigiram um advogado e um membro da pastoral carcerária. “A partir do momento em que mostramos o quadro aos sequestradores, e eles viram que não havia chance de escapar, e os reféns foram liberados”, ressaltou Madureira.

 

 

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