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Sem vigilantes, unidades de saúde do DF são alvos de vândalos

Por Arquivo Geral 09/03/2018 1h30
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Raphaella Sconetto
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Pelo menos quatro unidades de saúde da capital registraram atos de vandalismo nesta quinta-feira (8) e na madrugada desta sexta (9). Mobiliário e computadores foram depredados e até um caixa eletrônico foi arrombado. O Sindicato dos Vigilantes denuncia a falta de proposta das empresas de segurança, e afirma que a greve vai durar até que eles apresentem uma oferta favorável à categoria.

Em Brazlândia, segundo o sindicato, pacientes foram os responsáveis por revirar uma sala no Hospital Regional de Brazlândia (HRBz). Computadores e equipamentos dos médicos atenderem os pacientes foram jogados no chão.

De acordo com o diretor de comunicação da categoria, Gilmar Rodrigues, em uma Unidade Básica de Saúde de Samambaia foi registrado um furto em um carro que estava estacionado. No Riacho Fundo II, criminosos explodiram um caixa eletrônico que fica localizado no Centro de Saúde nº 4. No local, não há expediente por conta do ocorrido.

Carro estacionado foi atacado por criminosos. Foto: Divulgação

Já em Ceilândia, na noite dessa quinta, dois homens alcoolizados entraram na UPA de Ceilândia e agrediram médicos e enfermeiro. Eles também amassaram uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A dupla foi detida e encaminhada à 24ª Delegacia de Polícia.

O diretor do Sindicato dos Vigilantes alegou que os acontecimentos reforçam ainda mais a necessidade do trabalho dos terceirizados. “O vigilante garante, além do patrimônio, a integridade física dos pacientes e funcionários. Se as empresas não tomarem uma providência imediatamente, casos como esses podem acontecer novamente”, afirma.

A Secretaria de Saúde foi procurada pelo Jornal de Brasília para comentar os casos, mas não deu retorno até a última atualização desta matéria.

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Tumulto também em agência bancária

Em uma agência do Itaú, na 706 norte, clientes ameaçaram quebrar a agência, na manhã desta sexta-feira (09). Segundo informações, o gerente da agência bancária resolveu não abrir as portas por conta da ausência dos vigilantes.

Greve da categoria

A categoria está em greve desde o dia 1º e cobra reajuste salarial de 3,10% e aumento de 6,8% no auxílio-alimentação. De acordo com os trabalhadores, a empresa Brasfort suspendeu neste mês o benefício do convênio de saúde dos funcionários. “A Multi Serv não paga o plano de saúde desde dezembro. Estão tentando tirar nossos direitos”, completa Gilmar Rodrigues.

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Em relação a greve, Rodrigues disse que a categoria não voltará aos serviços enquanto não garantirem os direitos. “Querem tirar o que conquistados há 30 anos. Enquanto não tiverem uma proposta que atende a categoria, não vamos parar a greve”, finaliza.

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