Podem me chamar de antiquado, retrógrado, sem senso de esportividade, mas não achei legal (estou usando um linguajar bem jovem para tentar amenizar as críticas que sinalizei logo no início do texto) Neymar ter dado carona a dois argentinos em seu jatinho particular para irem de São Paulo a Belo Horizonte. Somos adversários, quero que eles estejam desgastados ao máximo para o jogo de logo mais entre Brasil e Argentina pelas eliminatórias da Copa da Rússia, 2018. Sem essa de “companheiros de time”, “amigos de longa data”. Hoje, pelo menos, quero ver Neymar (e todos os jogadores do Brasil) indo para cima da Argentina e, se possível, tornando ainda mais dura a vida dos hermanos nas eliminatórias. Simples assim.
Para os mais jovens (e estou voltando ao discurso do velho e antiquado jornalista…) lembro que, em 1990, quando Maradona passou de passagem por Careca e Alemão na jogada que resultaria no gol de Cannigia que eliminou o Brasil daquela Copa muitos falaram do “respeito e amizade” que os dois brasileiros tinham pelo gênio argentino por jogarem com ele no Napoli, então. Não apareceu ninguém para parar a jogada e… Bem, o Brasil voltou mais cedo para casa. Se quiserem, vejam os vídeos da época.
Se o Brasil é, hoje, o líder das eliminatórias da Conmebol para o Mundial de 2018, a Argentina vive a desagradável situação de ocupar a sexta posição – nem a repescagem eles estão “pegando” neste momento. Se a seleção de Tite derrotar o time dirigido por Edgardo Bauza, há a possibilidade de, amanhã, a Argentina amanhecer na sétima colocação (o Paraguai, que vem logo atrás dos argentinos, enfrenta o Peru, em Assunção). Já imaginaram o tamanho da crise? Pois é… Seria conveniente lembrar aos jogadores brasileiros as gracinhas que os argentinos cantaram pelas cidades brasileiras depois dos 7 a 1 dos alemães neste mesmo Mineirão que logo mais estará lotado para ver a seleção. A rivalidade (rivalidade, não violência imbecil, quero frisar) não pode ficar de fora.
Ah… E é claro, também, que Uruguai, Chile, Colômbia e Equador (além do Paraguai) estão na torcida pelo Brasil. Mais um tropeço argentino pode significar a classificação de quatro deles para o Mundial.
Vento a favor
Os torcedores do Vasco podem até discordar, mas a grande realidade é que seu time tem dado sorte, muita sorte, no Brasileiro da Série B. Lembram quando, pouco depois de perder a invencibilidade de 34 jogos a equipe de São Januário andou levando vários tropeços? Mesmo “perdendo gordura” o time dirigido por Jorginho conseguia manter-se em primeiro lugar na Segundona pela combinação de resultados desfavorável a seus adversários. Agora, no momento em que enfrenta outra seca de bons resultados, ainda assim o Vasco permanece no G-4 (está em terceiro lugar, atrás de Atlético Goianiense e Bahia) graças, principalmente, aos vacilos que os rivais acumulam: nesta rodada de terça-feira, a 35ª do torneio, por exemplo, o Avaí não passou de um empate contra o Oeste, que luta contra o rebaixamento. Se o time catarinense tivesse vencido, o Vasco hoje estaria na quarta colocação – é bom frisar que Bahia, Vasco e Avaí têm o mesmo total de pontos (59) e estão apenas dois pontos à frente do Náutico, que vem “babando” no quinto lugar.
Subiu
Já que falamos em Série B… Com a vitória sobre o Londrina, fora de casa (3 a 2), e os demais resultados combinados, o Atlético Goianiense já garantiu seu retorno à Série A na próxima temporada. O Dragão, na realidade, precisa de apenas mais três pontos, em três jogos, para sagrar-se campeão brasileiro – isso, claro, se os seus perseguidores não perderem pontos pelo caminho. O colunista crava, sem modéstia, que o troféu da Segundona já é do rubro-negro goiano, que se juntará, assim, a Volta Redonda (Série D), Boa Esporte (Série C) e Palmeiras (sim, o Verdão já pode festejar, também), como campeões nacionais de 2016.