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Brasília

Sem lugar para estacionar, caminhoneiros obstruem pista nos dois sentidos

Arquivo Geral

10/11/2009 0h00

Um congestionamento na DF-001, em frente à fábrica de cimentos Ciplan, na Fercal, atrapalhou o trânsito ontem pela manhã nos dois sentidos da pista. Mais de 50 caminhões ficaram parados nas duas vias, sem lugar para estacionar.

O problema existe desde que o trevo, em que os caminhoneiros estacionavam de forma provisória para carregar o caminhão com mercadorias da empresa, foi interditado para obras do governo. A Ciplan se comprometeu a fazer um estacionamento, mas ele só ficará pronto no final de dezembro. Segundo a Assessoria de Imprensa da empresa, a autorização para construção da área foi assinada, pessoalmente, pelo governador José Roberto Arruda, após três anos de espera, e a obra está dentro do cronograma. 

O problema é que com as chuvas o trânsito fica ainda mais complicado por causa da lama provocada pela obra no trevo. Alguns caminhoneiros, para evitar que seus veículos atolem, acabam estacionando nos acostamentos enquanto aguardam a hora de carregar. 

Situação crítica

Segundo Deusdete Medeiros, a situação é crítica há mais de três meses. “Isso só atrapalha. Já é difícil conseguir dinheiro, trabalhando assim é mais difícil ainda, pois temos prejuízos”, disse. Para Nangeldo Franklei Medeiros, a falta de estrutura é um grande problema. “Aqui não tem estacionamento, não tem banheiro, não tem restaurante. Tinha que ter estrutura”, reclamou. Isso sem falar na demora para carregar. “Estamos aqui desde sexta-feira à tarde. Já era para estarmos na estrada desde sábado de manhã, mas houve um problema técnico na fábrica, e como teve atraso e não temos estacionamento, acumulou. Fora o nosso prejuízo, que é grande. Cada dia parados nós perdemos cerca de R$ 1 mil, fora o que gastamos” disse.

A segurança também é um problema. O motorista Geraldo dos Reis disse que já presenciou assaltos no local. “Depois do banho, um amigo meu foi assaltado com uma faca no pescoço. Aqui estamos entregues à própria sorte”, lamenta.

Na rodovia havia também uma família em um caminhão. Geneci Aparecida e a filha Aline, de cinco anos, acompanham o caminhoneiro Gilberto Fernandes nas viagens e sofrem com a situação. “Desde sexta-feira estamos aqui. O banheiro em que tomamos banho é nojento. É horrível ter que fazer minha filha passar por isso”, diz. Ela também se preocupa com a segurança: “No caminhão é muito abafado, mas muitas vezes achamos melhor ficar aqui porque o lugar é muito perigoso”. Para beber água, ela conta que precisa ir a um posto de gasolina.

A Secretaria de Transportes informou que esse é um problema antigo e que estão multando quem para na rodovia porque eles podem provocar acidentes. Informou, ainda, que quem deve oferecer estrutura para os caminhoneiros é a própria Ciplan. Mas, de acordo com a Assessoria de Imprensa da empresa, ainda não foi liberado o alvará, pedido em 2007, para a segunda etapa das obras. O projeto prevê, nesta segunda etapa, após a conclusão do estacionamento, a construção de banheiros, sala de refeições e de televisão.

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