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Brasília

Sem alteração

Arquivo Geral

10/10/2016 9h12

Como o colunista previra, os jogos do domingo da Série A tiveram a animação de dançar a noite inteira com a irmã: nenhuma. Diante de quase 30 mil torcedores, em Londrina, o Palmeiras passou pelo América Mineiro (que era o mandante) com um gol marcado lá pelos três minutos do primeiro tempo e outro depois dos 40 do segundo tempo. Manteve o primeiro lugar, mesmo com o Flamengo, também num Pacaembu lotado (o rubro-negro carioca era o mandante), passando sem problemas pelo Santa Cruz. Ou seja, o Palmeiras continua em primeiro lugar, com o Flamengo em segundo, com uma diferença de três pontos. América Mineiro e Santa Cruz já assinaram o visto para retornar à segunda divisão. Simples assim. Na terceira partida do dia, que poderia ter um pouco mais de emoções… Aos 46 do segundo tempo Bruno Silva errou o chute após o cruzamento vindo da direita e marcou. O Orlando Scarpelli, lotado, viu a pequena torcida do alvinegro carioca vibrar, afinal de contas, mais do que nunca, o fantasma do Z-4 está afastado (pode-se até sonhar com um lugarzinho no G-6…). O mesmo não se pode dizer do Figueira, que continua em sua luta louca contra Sport, Vitória e Internacional (vou “esquecer” o São Paulo, o Coritiba e o Cruzeiro, por enquanto) para não completar o Z-4.

Tristeza paraibana

O Botafogo da Paraíba precisava de um gol para derrotar o Boa Esporte e garantir o acesso da Série C para a Série B. Não conseguiu. O time mineiro, que não tem paradeiro (não quis rimar, aconteceu), marcou aos 50 do segundo tempo e o jogo que se encaminhava para os pênaltis foi decidido com a bola rolando, eliminando a equipe paraibana. O classificado Boa juntou-se ao ABC, que garantira seu lugar na sexta-feira, e ao Guarani, que na noite de sábado fez o que precisava, com sobras: bateu o ASA, de Arapiraca, por 3 a 0 (precisava de 2 a 0, depois de perder por 3 a 1 em Alagoas). E se, em Campinas, houve festa semelhante a que foi vista no dia anterior, em Natal, a vaga do Boa, alcançada em Varginha (sem ET…), motivou uma comemoração bastante contida. Como diz um amigo, “ninguém é Boa” (exagero maldoso). Mas que a festa seria muito mais intensa em João Pessoa, lá isso seria.

Lá como cá…

É bom ver algumas partidas de futebol da Europa para perceber que, infelizmente, mesmo que em menor escala, os problemas que acontecem aqui também acontecem por lá. Ontem, zapeando para lá e para cá para acompanhar os jogos do Brasileiro, encontrei algumas partidas das eliminatórias europeias. Um me chamou a atenção e, claro, me fez parar um pouco mais. Falo de Macedônia x Itália. A Azzurra está num grupo dificílimo, com a Espanha, para citar apenas um rival, e precisava vencer para não se afastar da classificação, ou melhor, da possibilidade de classificação – lembrando que nas eliminatórias da Europa classifica-se, diretamente, apenas o campeão de cada grupo.

Pois bem… A Itália chegou a estar perdendo para a Macedônia, o que deixaria a Azzurra em quarto lugar. Longe, muito longe, da chance de classificar-se. Aí, lá pelos 43 do segundo tempo, a Itália marcou o que seria o gol da vitória. Mal anulado pela arbitragem, que inventou um impedimento – a Itália fizera 1 a 0, levou a virada e empatara minutos antes. Estavam tão perdidos os italianos que nem reclamaram. Aí, aos 46, Immobile marcou seu segundo gol e o terceiro italiano, garantindo a vitória e a segunda colocação do grupo, atrás da Espanha que já contabilizou um 8 a 0 que garante vantagem no desempate. Ontem, os espanhois passaram pela Albânia, deixando a seleção rival em terceiro lugar – não sei se a arbitragem errou neste jogo. Vou apurar.

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