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Brasília

Sem água quente, enfermeiras do Hran compram aquecedor para dar banho em bebês

Arquivo Geral

17/11/2016 17h50

Reprodução/TV Globo

A crise na saúde do DF tem no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) um de seus mais dramáticos capítulos. Ali, simplesmente, falta água quente. E se não fossem os enfermeiros e auxiliares, os pacientes idosos e os recém-nascidos seriam os mais prejudicados. A falta de água quente deve-se a uma falha nas caldeiras do Hran, ocorrida há três meses.

Sem a água quente na maternidade, os recém-nascidos eram apenas higienizados com algodão, o que deixou as enfermeiras inconformadas. As profissionais fizeram uma coleta de dinheiro entre elas e compraram um pequeno aquecedor para os chuveiros da unidade, o que permite ensinar as técnicas de banho para pais e mães de primeira viagem. Apesar do esforço, elas reconhecem que o aparelho não tem a potência adequada para suprir a demanda de todos os banhos de bebês.

No caso de idosos, a situação é semelhante. Sem água quente, muitos tomam banho frio mesmo. Em outros casos, enfermeiros e auxiliares também procuram solucionar a carência com improvisações. O empresário Heverton Lopes Ferreira, filho de um paciente de 65 anos internado no hospital, contou ao DFTV, da Rede Globo, que enfermeiros pediram para que ele trouxesse baldes de casa.

“Eles esquentam a água para o paciente tomar banho sentado”, disse. Para melhorar um pouco a situação, eles aquecem a água com o uso de um mergulhão (aparelho elétrico) e fazem a higienização possível de alguns pacientes.

A denúncia feita pelo DFTV mostra que na unidade hospitalar também faltam roupas de cama. Isso porque a empresa que gere o contrato da manutenção de caldeiras também é responsável pela lavanderia. De acordo com pacientes internados na unidade, dois dos cinco elevadores estão desativados e dois bebedouros quebrados.

Em nota enviada à Rede Globo, a Secretaria de Saúde informou que os lençóis são higienizados e disse que o conserto dos elevadores não tem data marcada porque dependem de peças compradas em São Paulo e que não chegaram. Em relação à caldeira, a bota afirma que o acordo com a empresa de manutenção se encerrou em dezembro de 2015 e que o problema ainda não foi resolvido, embora uma nova licitação esteja em curso.

Já a direção do hospital alegou que não tem previsão para o conserto das caldeiras, mas informou que tem “aquecido o banho das crianças e dos idosos”. Só se esqueceu de dizer que por obra e iniciativa das enfermeiras.

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