Raphaella Sconetto
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Os brasilienses poderão enfrentar dificuldades para se locomover com o transporte coletivo público no dia de hoje. Os rodoviários ameaçam fazer uma paralisação caso a última parcela do 13º não seja repassada.
“Tudo depende se vão pagar ou não. Não há um horário marcado”, esclarece o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Jorge Farias. Além disso, ele alega que, no dia 15 de dezembro, recebeu um documento dos empresários informando de que não teriam condições de fazer o pagamento.
Saiba mais
- Desde o dia 12 de dezembro, o sistema de transporte coletivo de Brasília adotou a tabela de férias. Ao todo, 227 linhas passaram por readequações. Com a queda da demanda em cerca de 20%, a maioria desses ajustes consiste na redução do número de viagens.
- As alterações são programadas para coincidir com as férias escolares e recessos em
órgãos públicos, quando a cidade fica notadamente mais vazia. As operadoras do sistema também aproveitam este período para conceder férias aos rodoviários.
“Se eu tiver certeza de que não vão pagar, vamos parar, sim. Se tivermos dúvida, paramos na quarta”, afirma. “O trabalhador não tem nada a ver com a questão empresa- governo. Estamos cumprindo com o nosso trabalho”, completa Farias.
Quase metade (48%) dos custos com o transporte são arcados pelo governo. O GDF repassa às empresas o valor referente ao passe livre estudantil e à gratuidade oferecida aos deficientes e aos idosos.
Em nota, a Secretaria de Mobilidade informou que os pagamentos de 2016 estão em dia. “O que existe é um valor residual de R$ 10 milhões referente a outubro. Já o pagamento de novembro é feito no mês subsequente, ou seja, em dezembro. Portanto, os valores estão sendo computados”, alega.
Em relação ao exercício do ano passado, a pasta admitiu que há uma dívida de R$ 88 milhões, decorrentes de problemas orçamentários. O valor será pago no ano que vem, conforme disponibilidade financeira do governo. Segundo a secretaria, a forma de pagamento já foi acordada com as empresas.
Sobre uma possível paralisação, a secretaria esclareceu que se trata de uma relação entre empresas e empregados. “O governo tem feito todos os esforços para quitar os pagamentos, conforme disponibilidade orçamentária”, afirma.