Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Brasília

Sejus celebra o dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana, Caribenha e da Diáspora

O objetivo é conscientizar a população do Distrito Federal sobre as dificuldades e conquistas da mulher negra

Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF (Luana Quirino/Subav)

A Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUS) elaborou uma programação em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana, Caribenha e da Diáspora (25), por meio da Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial (SUBDHIR), a ser realizada na próxima segunda (26), o objetivo é conscientizar a população do Distrito Federal sobre as dificuldades e conquistas da mulher negra.

No dia 26, haverá uma webconferência, às 10h, com o tema: Racismo Estrutural e Saúde da Mulher Negra em alusão ao Dia 25 de Julho – Dia da Mulher Negra Afro-Latino-Americana, Caribenha e da Diáspora e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A atividade será promovida com apoio da Escola de Aperfeiçoamento do SUS (EAPSUS), Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (FEPECS), em parceria com a Gerência de Populações Vulneráveis e Programas Especiais (GASPVP/ SES/DF), Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial (SUBDHIR/SEJUS/DF), além do Núcleo de Estudos da Diversidade Sexual e de Gênero (NEDIG/UnB) e Ilê Axé Oyá Bagan.

O encontro será no canal da EAPSUS no Youtube.

SOBRE O DIA 25 DE JULHO

A data do dia 25 de julho foi instituída em 1992 quando realizado, em Santo Domingos- Republica Dominicana. Também foi criada a Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas no 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas.

“O reconhecimento desta data é fundamental para marcar o protagonismo das mulheres negras na formação social, cultural e política do Brasil”, destaca a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

Para o Subsecretário de Políticas de Diretos Humanos e de Igualdade Racial, Diego Moreno de Assis e Santos, esta data contribui para a visibilidade da luta das mulheres negras que vivem na América Latina e Caribe, muitas destas marcadas por violências e as mais cruéis formas de discriminação.

A Sejus reforça a importância do Dia 25 de julho como forma de celebrar conquistas, denunciar violência e seguir na busca por acesso a direitos fundamentais. Sendo, também, um momento de reflexão não só das mulheres negras no Brasil, mas voltando também o olhar aos países que foram colonizados e tem efeitos tão presentes destes indicadores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em âmbito nacional, a data faz alusão ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituída por meio da Lei nº 12.987/2014. Rainha Tereza viveu no século XVIII no Vale do Guaporé- MT e liderou o Quilombo de Quariterê, após a morte de seu companheiro, José Piolho, morto por soldados, comandando a estrutura política, econômica e administrativa da comunidade. Registros históricos apontam que ela comandou uma comunidade de três mil pessoas, unindo negros, brancos e indígenas para defender o território onde viviam, resistindo bravamente à escravidão por mais de 20 anos.

Considera-se que a visibilidade sobre as condições de vida da mulher negra é legítima e necessária, pois afirma a necessidade de revertermos a situação de desigualdade que atinge esta população, quando analisamos os indicadores de pobreza, violência, acesso à justiça, dentre outros.

DADOS

De acordo com pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), no Brasil, mulheres negras estão mais suscetíveis ao desemprego. Quando verificado os marcadores de gênero e raça na violência, houve redução de 8,4% entre 2017 e 2018, no entanto esta situação melhorou apenas para mulheres não negras. Assim, verificou-se que no período enquanto a taxa de homicídios de mulheres não negras caiu 11,7%, a taxa entre as mulheres negras aumentou 12,4%.

Em 2018, 68% das mulheres assassinadas no Brasil eram negras. Enquanto entre as mulheres não negras a taxa de mortalidade por homicídios no último ano foi de 2,8 por 100 mil, entre as negras a taxa chegou a 5,2 por 100 mil, praticamente o dobro.
Segundo as estatísticas, as mulheres negras, indígenas e de comunidades tradicionais apresentam percentuais maiores do que mulheres não negras com a falta de acesso ao pré-natal, seguido dos alarmantes casos de violências obstétricas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

PROGRAMAÇÃO

• Data: 26 de julho
• Horário: 10h
Expositoras
• Jaqueline Fernandes: Importância do dia 25.07: Desafios e Conquistas da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha;
• Damiana Neto: Saúde da Mulher Negra;
• Maria Eduarda (Madu): A luta das mulheres negras trans por igualdade, direitos e voz na política de saúde;
Adna Santos (Mãe Baiana): A importância dos Saberes Tracionais e o Sagrado para Mulher Negra.
O encontro será no canal da EAPSUS no Youtube.






Você pode gostar