Brasília

Segurança no retorno às aulas presenciais

A rede particular de ensino do DF tem cerca de 15 mil alunos, sendo 12 mil na educação fundamental e três mil no ensino médio

Por Catarina Lima 08/03/2021 6h36
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O Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Ensino (Sinproep-DF) se reúne amanhã (09/03), às 15 horas, com representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) para cobrar protocolos de segurança nas instituições de ensino e a possibilidade de a Justiça ser acionada em caso de descumprimento. A rede particular de ensino do DF tem cerca de 15 mil alunos, sendo 12 mil na educação fundamental e três mil no ensino médio.

Também estarão presentes representantes do Governo do Distrito Federal (GDF), que deverão apresentar o calendário de vacinação para os professores da rede privada. Em janeiro, o MPT concedeu prazo de dez dias para que o GDF apresentasse o calendário, no entanto, ainda não há data definida para a imunização dos docentes.

O sindicato se posicionou de forma contrária a decisão do governador do DF, Ibaneis Rocha, que na última sexta-feira, dia 05, decidiu autorizar o funcionamento das escolas particulares e de academias. “O Sinproep entende que o isolamento neste momento é fundamental devido à ausência de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e ao aumento de casos de casos de covid-19 no DF. Porém, fica claro que está sendo visto somente o lado econômico, considerando que não foi dado o mesmo tratamento à rede pública. Fica evidente a desigualdade na educação por parte do governador”, disse a entidade por meio de nota.

Questionado sobre a existência de segurança em voltar às aulas presenciais na rede privada e de algumas atividades nas academias, o governador argumentou que o “impacto não será grande”. Ibaneis acrescentou: “Vai dar certo. O impacto na mobilidade é muito pequeno. O que pega são as aglomerações”, destacou.

Academias

As academias também retornam nesta segunda-feira. De acordo com o decreto que autorizou a reabertura, o retorno não será total. As aulas coletivas, assim como de lutas e danças, continuam proibidas. Também não poderão ser usados bebedouro e chuveiros.

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Este retorno se dá quando a taxa de ocupação dos leitos dos hospitais públicos do DF é de 93,39% e a dos particulares é de 93,33%. Entre as unidades privadas, apenas três dispunham de alguns leitos para pacientes de covid na tarde de ontem. Na rede pública, a alta taxa de ocupação se mantém, mesmo após a Secretaria de Saúde anunciar a abertura de mais 88 leitos de enfermaria.






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