Apenas duas partidas acontecem, hoje, pela Série B do Brasileiro. Mas são importantíssimas. Podem até definir, ou melhor, começar a definir os rumos da classificação para a elite do futebol nacional na próxima temporada. Às 20h30 (horário de Brasília, e é bom ficar atento a isso a partir de agora, afinal de contas domingo começa o horário de verão), o Atlético Goianiense, líder, recebe o Paysandu. O Papão não tem mais condições de brigar por uma vaga no G-4, mas pode sofrer com o fantasma do Z-4. Já o Dragão, com uma vitória, coloca os dois pés no acesso. Uma hora mais tarde, o Bahia dá sua última cartada para subir: recebe o Brasil de Pelotas naquele “jogo de seis pontos”. Vencendo, o tricolor baiano dormirá no G-4 e, de quebra, abrirá quatro pontos para o rival de hoje.
Crise argentina
Os colegas argentinos estão desesperados. E viraram motivo de provocações para todos os demais jornalistas esportivos do continente (de quebra, também para o pessoal da Concacaf). A seleção argentina recebeu, terça-feira, em Córdoba, o Paraguai. Aproveitando que toda a imprensa esportiva do país estaria por lá, convocou-se uma reunião da associação nacional. Como gentileza, convidaram o presidente continental, que é paraguaio e por lá estaria para trabalhar na partida. Bem… O resultado todos já sabem: o Paraguai ganhou a partida (a primeira vitória na história em jogos oficiais) e a Argentina continua brigando para entrar no G-4 da Conmebol para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Claro que todos provocaram. Eu, civilizadamente, enviei mensagem lembrando que os hermanos “sempre foram grandes anfitriões”. Claro que recebi alguns xingamentos como resposta…
Surpresa!
Pode ser que, a esta hora, tudo já esteja alterado, mas ontem de manhã, após a realização dos primeiros jogos da 30ª rodada do Brasileiro da Série A, o Rio de Janeiro, que desde o início do Brasileiro vê seus times peregrinarem pelo país atrás de um lugar para jogar, estava com seus três times na zona de classificação para a Libertadores de 2017. O Flamengo, que ocupava a vice-liderança, de quebra ainda briga pelo título. Botafogo (que era apontado como um dos favoritos ao rebaixamento) e Fluminense arrumavam um lugarzinho na pré-Libertadores. Surpreendente, não é mesmo?
Novidades
A Fifa está reunida em Zurique. Mudanças à vista no futebol mundial. Falam no aumento do número de países na Copa do Mundo e no Mundial de clubes. No primeiro caso, promessa de campanha do presidente Gianni Infantino. No segundo, uma troca: aumenta-se a Copa do Mundo e, para os clubes não protestarem, aumentam o seu Mundial, acabando com a Copa das Confederações – se a ideia é a Copa do Mundo não ser mais em um só país, não haveria razão de ser para este “evento teste”. Fiquem atentos.
Só vale a favor?
Vitinho já jogou no Botafogo. Saiu de lá e, hoje, está no Internacional. Já marcou gols importantes para o Colorado. Recentemente, inclusive, garantiu a vitória do seu time, de pênalti, no finzinho da partida. Pênalti que Valdívia, que teria sofrido a infração, negou. “Me joguei”, falou o jogador da equipe gaúcha. Pois nesta quarta-feira, Vitinho deixou o gramado do estádio Luso Brasileiro, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, reclamando que o pênalti que deu a vitória ao Botafogo não teria existido. “Só assim para ganhar da gente”, afirmou. Pode ser. Mas Vitinho, sem dúvida alguma, esqueceu das partidas contra Coritiba, Santos e Fluminense, para citar apenas as mais recentes, nas quais seu time foi beneficiado pela arbitragem. E, mesmo assim, o Colorado está na zona de rebaixamento. Há tempos.
Algo de bom
Se a derrota para o Botafogo manteve o Internacional no Z-4 (está há mais de um mês nesta posição), a abertura da rodada teve bons resultados para o time gaúcho. A vitória do Corinthians sobre o Santa Cruz enterrou de vez o time pernambucano. Não acredito que nem o presidente do Santinha ache que seu time vai escapar da degola. Assim, como o América Mineiro há tempos jogou a toalha, existem apenas duas vagas abertas para a Série B em 2017. E, como a Chapecoense bateu firme no Sport; e o Figueirense não conseguiu nada além de um empate diante do Coritiba, a situação do Internacional, se não melhorou, pelo menos não piorou. Agora, é conseguir fazer valer o mando de campo e ganhar as partidas que disputará no Beira Rio para escapar da degola – e continuar secando os adversários.