O segundo turno das eleições foi marcado por uma votação mais rápida para eleitores neste domingo (25). Com apenas as disputas para o Governo do Distrito Federal e para a Presidência da República na urna, votantes relataram pouco tempo de espera e destacaram também a intensificação das campanhas nas semanas que antecederam a decisão final.
No Centro de Ensino Médio da Asa Norte (CEAN), o domingo de votação transcorreu de forma tranquila, com fluxo ágil de eleitores e pouca espera para chegar às urnas. Entre os votantes estava a servidora pública Caroline Rodrigues, de 32 anos, que contou ter acompanhado a campanha tanto pelas redes sociais quanto pelos planos de governo. Interessada em políticas públicas, ela buscou comparar as propostas apresentadas antes de definir o voto.
“Eu acho que esse ano teve muita campanha pelas redes sociais, das duas candidaturas, teve esse esforço, então deu para ver bastante coisa. Mas eu também me interesso por políticas públicas, por propostas, então dei uma olhada no plano dos dois e tentei comparar”, contou.
Na hora de votar, Caroline encontrou um cenário tranquilo. Apesar de também não ter enfrentado grandes dificuldades no primeiro turno, ela avaliou que o processo foi ainda mais ágil neste domingo. “Agora, nesse segundo turno, eu vim mais cedo, mas também foi bem rapidinho, não peguei fila, nada”, relatou.
A percepção foi semelhante para o estudante de Educação Física da Universidade de Brasília (UnB) Davi Lustosa. Ele compareceu ao local aproximadamente no mesmo horário nos dois turnos e percebeu uma diferença no tempo necessário para concluir a votação. “Agora, aqui no segundo turno, foi bem mais rápido. No primeiro turno eu fiquei um tempinho na fila, bastante tempo. Agora eu entrei e já saí. Foi bem rapidinho”, afirmou.
Campanha nas ruas
Além do movimento nas seções eleitorais, a reta final da disputa também chamou a atenção dos eleitores. Caroline avaliou que, depois do primeiro turno, houve uma intensificação da mobilização política no Distrito Federal, com atos de rua e maior presença das candidaturas.
“Eu vi aqui em Brasília atos na rua que eu nunca tinha visto em tamanho, em quantidade de pessoas. Vários, não foi só um, não foi só dois, foram vários nessas últimas semanas. E eu acho que é isso, a campanha foi bem acirrada”, disse.
Davi também afirmou ter percebido a presença das campanhas pelas ruas da capital. Ao avaliar especificamente a disputa pelo Palácio do Buriti entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT), o estudante disse ter notado maior divulgação da candidata do PP nos locais por onde circulou. “Sempre que eu vou na Rodoviária tem bastante gente lá falando da Celina. Então, eu acho que a Celina está mais divulgando assim do que o Leandro Grass”, relatou.
Os depoimentos mostram um segundo turno diferente não apenas pelo número menor de escolhas diante da urna, mas também pelo clima de uma campanha que ganhou intensidade após o resultado de 4 de outubro. Entre a rapidez para votar e a movimentação política percebida nas ruas e nas redes sociais, os eleitores chegaram ao domingo decisivo após três semanas de disputa direta entre as candidaturas que avançaram para a etapa final.