Para tentar colocar fim à greve dos servidores da Saúde do Distrito Federal, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) decidiu entrar na justiça contra a paralisação.
De acordo com o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, a greve é ilegal. “O ponto dos servidores que aderiram a greve será cortado”, informou.
Cerca de dez mil servidores entre técnicos e auxiliares pararam de trabalhar. Os prejuízos da greve já podem ser sentidos nos hospitais. Pacientes que tinham consultas marcadas para esta terça-feira tiveram que voltar para casa. Os ambulatórios também estão parados.
Os servidores aguardam uma melhor proposta da parte do governo. Em contrapartida, o GDF afirmou que irá manter a proposta que foi recusada pela categoria. Uma nova reunião será realizada na manhã desta quarta-feira.
Na manhã desta terça os servidores da saúde fizeram um protesto em frente ao Hospital de Base. Por volta das 11h, os manifestantes saíram em manifestação na rua das farmácias, na quadra 102/302 da Asa Sul. A previsão é de que os grevistas voltem para a frente do Hospital de Base para continuar o protesto no local.
As principais reivindicações dos servidores da saúde são a incorporação imediata e total da Gratificação por Apoio Técnico Administrativo (GATA); o aumento imediato do auxílio alimentação de R$ 199 para R$ 304; o repasse imediato do percentual de reajuste do Fundo Constitucional; a redução da carga horária para 20 horas semanais; a implantação do Plano de Carreiras, Cargos e Salários; e a implantação do plano de saúde.