A Secretaria de Saúde do DF informou que a previsão para que o monitoramento dos prontuários dos pacientes da rede pública e outras informações é que voltem a funcionar ainda nesta quarta-feira (10). Para garantir o retorno imediato, a pasta firmou, na manhã de hoje, um acordo emergencial com a empresa Intersystem, fabricante do Trackcare, sistema unificado de informação da rede pública.
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A secretaria ainda não sabe quais foram as causas da falha do software, que será investigado pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap).
Desde de segunda-feira (8), os pacientes encontram dificuldades no atendimento do serviço. A suspensão do sistema prejudica principalmente os ambulatórios dos hospitais. A falha impossibilitou o acesso a mais de 2 milhões de prontuários.
A pasta assegura que assumiu os riscos por não ter um “plano B” e não descarta a possibilidade de sabotagem do sistema. “Trabalhamos com a hipótese de que ou a Secretaria de Saúde não foi eficiente na manutenção do sistema ou houve algum agente externo que interferiu na estabilidade do sistema”, disse o secretário adjunto de Gestão em Saúde, Ismael Alexandrino.
Segundo Alexandrino, o acordo será formalizado em contrato em até 20 dias. “O ajuste firmado hoje prevê, entre outras coisas, a integração do sistema com o banco de dados e foi fechado no valor de R$ 4,9 milhões”, explica.
Prazo expirado em fevereiro
O último contrato de manutenção entre a pasta e o fabricante teve o prazo expirado em fevereiro deste ano. A partir de então, a gestão do sistema passou a ser feita por equipe técnica da Coordenação Especial de Tecnologia da Informação, da secretaria.
Nesse período, segundo Alexandrino, o governo tentou negociar um novo acordo. “Mas por duas vezes a InterSystems cobrou valores que não condizem com a prestação do serviço demandado”, destaca.
Na primeira vez, conforme o secretário adjunto, foi solicitada a quantia de R$ 30 milhões, que incluía a cobrança de dívidas antigas, feitas em governos anteriores. Na segunda proposta, ainda alta, a empresa pediu R$ 7,9 milhões.
O sistema passará por avaliação de peritos internos e externos para investigar os motivos que levaram à falta de funcionamento do Trackcare. “Vale ressaltar que todos os dados dos prontuários dos usuários estão preservados em nosso banco e nada foi perdido”, ressalta o dirigente.