Em 20 de outubro é celebrado o Dia Mundial de Combate à Osteoporose. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal, juntamente com o Ministério da Saúde e a Universidade de Brasília (UnB), realizarão atividades comemorativas, nos dias 17 e 18 de outubro.
Conforme a programação, no dia 17, das 14 às 19h, no Auditório III do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB), acontecerá o I Painel Nacional de Políticas e Ações de Prevenção de Osteoporose, Quedas e Fraturas. O público alvo são gestores, profissionais de saúde e entidades de classe.
A coordenadora do Núcleo do Idoso e do Programa de Prevenção e Diagnóstico da Osteoporose da SES, Helenice Alves Teixeira Gonçalves informou que no dia 18 de outubro, de 9 às14h, no Parque da Cidade de Brasília, em frente à Administração(Estacionamento13), a comunidade interessada receberá orientações sobre a osteoporose. “Equipes de saúde aplicarão testes para avaliar os fatores de risco para osteoporose”, explicou a médica Helenice. O evento será destinado ao público em geral mas preferencialmente aos idosos e mulheres.
No parque, a população participativa contará ainda com práticas de Tai Chi Chuan, atividades físicas junto com o grupo de idoso da UnB, apresentação de peça teatral da equipe de Saúde da Família de Brazlândia e dicas nutricionais pela gerência de nutrição da SES.
Osteoporose
No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas sofrem de osteoporose, informou o Ministério da Saúde. No entanto, uma a cada três pessoas é diagnosticada. Dessas, uma em cada cinco, recebe algum tipo de tratamento. Os gastos com tratamento alcançaram R$36 milhões, em 2006.
Segundo o Ministério da Saúde, a osteoporose é definida como uma doença sistêmica progressiva que leva a uma desordem esquelética, caracterizada por forças ósseas comprometida, predispondo a um aumento do risco de fratura, afetando a densidade e qualidade óssea. É considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a “epidemia silenciosa do século”, visto que a idade avançada é um fator importante na evolução da doença.
De acordo com o Ministério da Saúde(MS) a instalação da osteoporose resulta de anos de perda óssea e, uma formação óssea inadequada. As duas primeiras décadas da vida é muito importante para evitar a osteoporose. Após o pico de massa óssea, que ocorre entre a adolescência e os 35 anos, inicia-se um declínio e se torna mais acentuado na idade avançada. Na menopausa acontece uma perda abrupta de massa óssea e as mulheres passam a ter uma perda anual de quase o dobro em relação aos homens.
Conforme evidências científicas, reveladas pelo MS, a incidência da osteoporose pode cair dramaticamente se medidas preventivas como dieta rica em cálcio, exposição solar (vitamina D) e exercícios regulares não forem adotadas, especialmente se desde a infância.
O tratamento da osteoporose inclui dieta, atividade física, exposição solar, medicamentos que potencializam a absorção de cálcio pelo osso e prevenção de quedas. Sem os cuidados necessários podem aumentar a ocorrência micro-fraturas, especialmente, as da coluna vertebral ou levarem a fraturas mais graves que podem culminar com imobilidade temporária ou permanente e, ainda, aumentar a perda de massa óssea (osteoporose de desuso). Sem o atendimento adequado poderá comprometer sua qualidade de vida, acarretando dependência funcional e perda da autonomia, além do maior risco de morte.
O MS alerta que as fraturas do colo do fêmur são comuns, resultante de queda acidental em pessoas idosas e constituem importante causa de morbi-mortalidade, neste grupo etário. Evidências sugerem um índice de mortalidade de até 21.8% em idosos que sofrem fratura de fêmur, em até um ano após a ocorrência, tanto por complicações de curto prazo decorrentes da própria fratura quanto por complicações tardias decorrentes de imobilidade, perda de força muscular.