Menu
Brasília

Reunião entre GDF e professores termina sem acordo sobre reajuste

Arquivo Geral

30/03/2017 18h58

Foto: Ariadne Marçal

Joyce Coelho
joyce.coelho@jornaldebrasilia.com.br

Na tarde desta quinta-feira (30), representantes da comissão dos professores se reuniram com o governador Rodrigo Rollemberg por quase duas horas para tratar das reivindicações referentes ao reajuste salarial. No entanto, a categoria saiu da reunião, no Palácio do Buriti, sem uma proposta concreta. Foi marcada uma nova reunião para segunda-feira (3), às 14h30, para dar prosseguimento ao diálogo.

Matérias relacionadas:

Após ato de professores, GDF avalia atitude como ‘violenta e antidemocrática’

Professores em greve desocupam Eixo Monumental após GDF marcar reunião

Ministério Público recomenda corte de ponto de professores grevistas

Durante o encontro, o GDF voltou a afirmar que não tem condições financeiras de arcar com o pagamento da terceira parcela do reajuste salarial, aprovado em 2013, que é a principal reivindicação da categoria. Diante desse posicionamento, a paralisação, que teve início no dia 15 de março, continua.

Na reunião marcada para segunda, o GDF se comprometeu a apresentar uma proposta para pagamento da pecúnia dos professores. O benefício se refere às licenças-prêmio não gozadas e significa um impacto de cerca de R$ 96 milhões no orçamento do DF.

Para a diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), Rosilene Correia, o governo se mostra resistente com as reivindicações apresentadas pela comissão, mas acredita que a negociação será positiva. “O GDF quer manter a linha de que não há verbas. Hoje, não decidimos nada, mas o governador deixou claro que, na segunda-feira, terá uma proposta cabível para nossa categoria. Estamos confiantes. Acredito que seja algo positivo”, disse Rosilene.

O secretário da Casa Civil, Sergio Sampaio, afirmou que houve uma conversa civilizada com a categoria e que houve grande avanço. “Foi uma reunião produtiva. Na próxima segunda-feira, o governador se comprometeu a apresentar um cronograma de concessão de licenças-prêmio para os professores. Estamos buscando solucionar essa questão. Posso afirmar que haverá boa vontade por parte do governo”, afirmou. Sampaio garantiu, também, que serão estudadas as questões relacionadas ao aumento do vale-alimentação.

O governo também não cedeu com relação ao corte do ponto dos faltosos e deixou claro que só haverá pagamento dos dias parados após a reposição completa das aulas. “Na medida em que eles se dispuserem a ir para a sala de aula e a repor os dias parados, nós faremos o pagamento no mês seguinte”, garantiu o secretário da Casa Civil.

Veja nota do governo na íntegra:

“NOTA DO GOVERNO DE BRASÍLIA
O Governo de Brasília apresentou na décima reunião com o representante do Sindicato dos Professores e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), realizada nesta quinta-feira (30), a seguinte proposta:

1) A criação de uma comissão de governo para elaborar um cronograma de pagamento de pecúnias de 2016 da ordem de R$ 96 milhões, a partir do segundo semestre do corrente ano.

2) O compromisso da não implementação da lei de terceirização, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional, no âmbito do sistema educacional da rede pública do Distrito Federal.

3) A promoção de ampla discussão com o Sindicato dos Professores e com todos os seguimentos da sociedade sobre o regime previdenciário dos servidores públicos do Distrito Federal após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que está sendo apreciada pelo Congresso Nacional. A intenção do governo é pactuar qualquer proposta com a sociedade, desde que todos entendam que ela seja necessária para garantir o futuro pagamento dos 184 mil aposentados e pensionistas do DF.

4) Foi marcada uma reunião para a próxima segunda-feira, 3 de abril, às 14h30, no Palácio do Buriti, para dar prosseguimento ao diálogo que o governo sempre manteve com os representantes dessa categoria profissional.”

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado