O ex-porteiro do bloco C da 113 Sul, Leonardo Campos, 44 anos, chegou em Brasília às 13h05 desta quarta-feira (17). Leonardo chegou em um jato que o trouxe de Montes Claros, local onde foi preso e confessou o crime para o delegado da Delegacia de Plantão Policial, Aluízio Mesquita. O acusado prestou depoimento no Departamento de Polícia Especializada (DPE) e afirmou que a morte da empregada do casal teria sido uma fatalidade.
O acusado deu uma entrevista para a imprensa onde descreveu detalhes do crime. Segundo seu depoimento, Leonardo teve acesso ao apartamento pela porta da área de serviço, que estava aberta. Leonardo Campos disse ainda que não pretendia matar o casal, apenas roubar dólares e joias porque estaria precisando de dinheiro. De acordo com ele, o motivo que o levou a assassinar de forma tão cruel os três moradores do apartamento foi a indiferença com a qual José Guilherme Villela o teria tratado quando o viu em seu apartamento.
Ainda segundo Leonardo Campos, não houve planejamento nenhum para roubar ou matar o casal Villela e a empregada. “A partir da hora que entrei no apartamento, percebi que estava fazendo uma coisa errada”, disse o assassino confesso. Leonardo alegou que não tinha raiva e agiu com medo. “As coisas foram acontecendo”, afirmou. O ex-porteiro fugiu no mesmo dia para Montalvânia de ônibus.
Sobre o assassinato da empregada do casal, Francisca Nascimento, Leonardo afirmou que a morte foi uma fatalidade. Segundo relatos do assassino, ela teria chegado quando ele e o comparsa saiam do apartamento. “Quando a gente tava saindo, a empregada apareceu e por isso matamos. Ela morreu porque chegou na hora errada”, narrou o réu confesso.
Leonardo disse também que não conhecia Adriana Villela, filha do casal que chegou a ser presa acusada do crime. Não foi explicado como a cena do crime foi limpa e a ausência de provas no local.
O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Guilherme Villela, 73 anos; e sua mulher, a advogada Maria Carvalho Mendes Villela, 69; e a empregada da família, Francisca Nascimento da Silva, 58, foram brutalmente assassinados com 72 facadas em 28 de agosto do ano passado.