Difícil dizer se o Flamengo, com 11 jogadores, ganharia a partida. Difícil também afirmar que o empate acabou sendo melhor para o Flamengo do que para o Palmeiras. O que se pode dizer, isso sem medo de errar, é que os dois times que lideravam o Brasileiro até a noite de quarta-feira não apresentaram o futebol que deles se esperava – como também se pode garantir que é triste, muito triste, ver uma parte das arquibancadas fechadas (melhor seria o estádio vazio, pelo menos assim não haveria o choque do cheio de vida/inabitado).
A grande realidade é que os grandes vencedores do duelo entre Palmeiras e Flamengo não estavam em campo na Allianz Arena. Foram o Santos e o Atlético Mineiro. O Santos porque, ao conseguir deter a escalada do Botafogo, marcou três preciosos pontos e diminuiu a diferença. O Galo, qualquer que tenha sido o resultado do jogo de ontem à noite, percebeu que nem Flamengo, nem Palmeiras, são esse bicho-papão todo – e ainda pode ter reduzido a distância aos dois, dependendo do resultado contra o Sport, em casa.
Mi casa, mi casa!
Praticamente todos os estatutos de clubes de futebol (não vou dizer todos porque pode haver alguém mais “liberal”) proíbem a circulação, em suas dependências, de pessoas com camisas de outras instituições esportivas. A situação é tão grave que até camisas de outras seleções nacionais costumam ser barradas – só vale a amarelinha do Brasil. Por isso, com sinceridade, não vejo nada de mais (esclareço que não sei, ainda, se houve algum tipo de truculência na retirada) no fato de o presidente do Palmeiras solicitar a retirada de um convidado de um camarote que vibrou com o gol do Flamengo na Allianz Arena.
Por mais que o camarote pertença (não gosto do verbo, mas acho que assim defino melhor a situação) a alguém (no caso, à empresa que construiu o estádio), é no mínimo falta de educação tal vibração. E vou além: no jogo citado, Palmeiras x Flamengo, estava proibida a presença de torcedores do rubro-negro carioca. Vai que algum auditor do STJD vê a cena e considera que o Verdão facilitou o descumprimento da determinação e decide punir ainda mais o time paulista (claro que criei uma situação quase impossível, mas quero ajudar a justificar a atitude de Paulo Nobre)?
Vacilos
Podemos dizer que a noite de quarta-feira foi a noite de vacilos no Brasileiro. Difícil encontrar uma partida em que alguém não tenha cometido um daqueles erros que causa irritação nos torcedores. Vejam o caso de Márcio Araújo, no Palmeiras x Flamengo. Que expulsão tola, completamente desnecessária. E o cartão amarelo de Gabriel Jesus, que o tira do clássico contra o Corinthians? E já que falamos de Timão… Que pênalti foi aquele de Fagner, tirando três pontos do seu time diante do Coritiba? A galera do Coxa agradece. E o Figueirense, que fez 2 a 0 sobre o lanterna do Brasileiro e deixou empatar? Poderia abrir uma vantagenzinha na luta contra o rebaixamento…
Na dança
Talvez eu esteja sendo otimista, mas segunda-feira (pode ser antes, daí eu dizer que estou sendo otimista) deveremos ter intensa dança de cadeiras entre treinadores do Brasileiro. É claro que a movimentação dependerá dos resultados do fim de semana, mas… Quem avisa, amigo é. Roger já deixou de ser o comandante do Grêmio. Segundo os cartolas do time gaúcho o pedido foi dele. Pode ser. Um nome interessante à disposição no mercado.
No Corinthians, crescem as pressões sobre Cristóvão. Uma derrota diante do Palmeiras, sábado, decretará, na minha opinião, o fim de seu ciclo no Parque São Jorge. Ou em Itaquera, como queiram. Detalhe: o Timão ainda tenta firmar-se no G-4, o que ficaria muito difícil com esta possível derrota.
Outro que não vai dormir tranquilo até domingo é Tuca Guimarães, do Figueirense. Seu time está no sai-não-sai da zona de rebaixamento. Deu uma escapadinha após o empate com o América Mineiro (poderia ser um suspiro mais profundo se vencesse), mas já voltou. Domingo, diante de um empolgado Flamengo, em São Paulo, pode afundar de vez. E aí, sobra para quem? Pois é…