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Brasília

Quaresma: passado o carnaval, fiéis dão início ao tempo de penitência

Colaborador JBr

03/03/2017 19h27

Foto: Ariadne Marçal

Joyce Coelho
joyce.coelho@jornaldebrasilia.com.br

Conhecida como tempo de preparação para a Páscoa. A última quarta-feira (1°) deu início ao período da quaresma, em que, por por 40 dias, católicos se dedicam à reflexão, oração e até mesmo penitências. Neste período, os cristãos costumam fazer jejuns, onde evitam carnes vermelhas, e se ofertam a orações, pois, acreditam que seja tempo de remissão dos pecados e de aproximação com Deus.

De acordo com o frei Junio César Roza, pároco da Igreja Nossa Senhora de Fátima, a quaresma é um momento de mortificação das coisas que se vive cotidianamente. “É um ato de aproximação com Deus. Cada um escolhe como vai viver o jejum. Também pode ser trocado por um ato de caridade ou arrependimento”, afirma.

Durante os 40 dias é recomendado uma revisão de vida, com muita oração. “É aconselhado o jejum em forma de penitência. Porém, a renúncia tem que ser uma forma de luta pelos desejos da carne”, conta. É preciso vencer os impulsos carnais. “O jejum é uma maneira de se corrigir, e não uma forma de se martirizar. O intuito é fortalecer o espirito”, conclui.

Durante os 40 dias, é recomendado uma revisão da vida, com muita oração. “É aconselhado o jejum em forma de penitência. Porém, a renúncia tem que ser uma forma de luta pelos desejos da carne”, conta. “O jejum é uma maneira de se corrigir, e não uma forma de se martirizar. O intuito é fortalecer o espirito”, conclui o frei.

Para o estudante Lucas Faria, 25 anos, a quaresma é um tempo de reflexão, onde os cristãos estão se preparando para o sacrifício que Deus passou por todos. “Esse tempo é um momento de preparação com nosso próprio coração. O momento que renunciamos a nós mesmos. É tempo de questionar seu próprio eu, e saber se estamos pronto para amar Jesus, como ele nos ama. E tempo de se renovar e reconciliar”, afirma.

Tempo de fé

A quaresma é conhecida como tempo de fé. Tempo de aproximação com Deus. A dona de casa Lúcia Martins, 38, reconhece que não era ligada à religião, mas afirma que com o tempo começou a identificar o amor de Deus. “Nunca fui de me importar com essa questão de religião. Entretanto, os anos foram passando e eu comecei a perceber que sem Deus não somos nada”, relata. “Falo para quem quiser ouvir, o amor de Deus é único. Algo surreal, que vale a pena viver”, conclui.

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