Camila Costa
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Até para os mais otimistas, ser forte pode ser praticamente impossível. Receber o diagnóstico de câncer é um destes momentos onde o chão parece faltar e a força some como mágica. Diante do resultado, surge a dúvida – e agora, o que fazer? Além do tratamento e do acompanhamento médico, segundo os especialistas, o melhor a fazer é tentar viver sem pensar na morte, com um novo foco na vida, a cura. Verônica e Ezer, dois exemplos de luta, mostram como escrever uma nova história, onde a doença é vencida pela superação.
Falar em viver quando se tem uma doença, estigmatizada socialmente como o fim da linha, não é uma tarefa fácil. Só em 2010, 1.336 pessoas morreram de câncer, dos mais variados, no DF. O que mais atingiu os brasilienses, residentes na cidade, foi o câncer de pulmão, cerca de 239 casos. Na sequência, em maior número entre as mulheres, o de mama, com 210 mortes. Em terceiro lugar está o de próstata, recorrente entre homens, com 207 mortes. No entanto, os números se tornam apenas dados quando encontramos histórias de luta, fé e disposição.
Quando, mesmo com toda a força possível, a sensação é de que tudo está pesado demais, casos como o da advogada Verônica Maria de Almeida, de 46 anos, e do militar reformado Ezer da Cunha Batista, de 59 anos, é que fazem familiares, amigos e pessoas próximas de pacientes a acreditarem que a vida não termina agora. Este é apenas um processo de cura. E é assim que Verônica buscar encarar a situação.
superação
Esta é a segunda vez que esta pernambucana, mãe de dois filhos adolescentes e esposa dedicada, precisa lidar com a experiência da doença. O primeiro diagnóstico veio em meados de 2005, durante um exame de rotina. Depois de encontrar um nódulo no seio esquerdo, a notícia. “Quando encontraram o nódulo eu fiquei tranquila, pois já tinha tirado um, que era benigno. Minha rotina era de exercícios, com alimentação balanceada e eu não tinha histórico na família. Foi o momento mais difícil, onde eu questionava: porque comigo?”, conta.
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