Com informações de Keven Garcia e Myke Sena
A Polícia Militar do DF estima que cerca de 1 mil pessoas ainda ocupem a Esplanada dos Ministérios, em protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária, nesta sexta-feira (28). No auge do movimento, por volta do meio-dia, a corporação estimou 3 mil manifestantes, enquanto a Central Única dos Trabalhadores (CUT) calculou um público rotativo de 30 mil.

Keven Garcia
O JBr compareceu ao protesto e constatou que o movimento não é formado apenas por sindicalistas. É o caso da bióloga Raquel Fetter, que trouxe o filho Heitor, de 2 anos, para participar. “Todos os dias cultivamos nele a importância da honestidade e da educação. Isso representa a luta de um País melhor para ele também. O futuro dele está em jogo”, disse a mulher.
As centrais sindicais, no entanto, compõem o grosso do movimento. Entre elas, a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), e a União Geral dos Trabalhadores (UGT). Policiais civis e federais também foram vistos nas manifestações.
O movimento ainda ganhou um reforço não previsto. O grupo de indígenas que está na capital federal desde segunda-feira, em protesto contra mudanças no processo de demarcação de terras, somou sua voz aos coros de “Fora Temer” e “Não à Reforma.”
- Hugo Barreto
- Kleber Lima
- Eric Zambon
- Hugo Barreto
- Kleber Lima
Houve princípio de confusão entre manifestantes e homens da Agência de Fiscalização (Agefis). Os fiscais tentaram coibir o trabalho de ambulantes, que vendiam água e alimentos durante os protestos, mas sofreram resistência dos participantes. A Polícia Militar escoltou os agentes para fora da massa e o confronto foi evitado.
Segurança
A Polícia Militar do Distrito Federal está realizando revistas pessoais em vários pontos da Esplanada dos Ministérios para evitar a presença de objetos cortantes/perfurantes e que possam oferecer qualquer tipo de risco à integridade física dos próprios manifestantes, ao patrimônio público e particulares. A segurança também foi reforçada na Rodoviária do Plano Piloto.
Por volta de 9h30, uma ocorrência por lesão corporal foi registrada na 5ª Delegacia de Polícia. A vítima relatou que foi impedida de entrar no Ministério da Saúde por manifestantes que bloqueavam a entrada. Por ser um crime de menor potencial ofensivo, o autor assinou Termo Circunstanciado e o autor foi liberado. O Corpo de Bombeiros não registrou ocorrências que necessitassem de atendimento de urgência na Esplanada dos Ministérios.
- Hugo Barreto
- Hugo Barreto
- Hugo Barreto
- Eric Zambon
- Myke Sena
- Myke Sena
- Myke Sena
- Myke Sena
- Myke Sena
- Myke Sena
- Myke Sena
Trânsito
As vias N1 e S1 permanecem fechadas desde 0h de hoje (28) e só serão liberadas após o término das manifestações, após avaliação do Batalhão de Trânsito da PMDF, que está monitorando a área e ficará responsável pela liberação das vias. Enquanto essas vias estiverem interditadas, os motoristas podem utilizar as vias S2 e N2 (atrás dos ministérios). De acordo com o Detran, o trânsito nas vias alternativas flui normalmente.
- Hugo Barreto
- Hugo Barreto
- Hugo Barreto
- Hugo Barreto
- Eric Zambon
- Kleber Lima
- Kleber Lima
- Kleber Lima
- Kleber Lima
Barreiras
Policiais cercaram o Congresso Nacional com grades e os principais acessos do prédio foram fechados. As barreiras foram colocadas de forma a dificultar o acesso dos manifestantes.
Por volta das 12h15, policiais legislativos estão espalhados pelo gramado. Na área central em frente ao Congresso, tendas e um porco inflável preto foram erguidos.
Pela agenda divulgada pela manhã, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está a caminho do Rio de Janeiro e não tem compromissos oficiais. Enquanto o Senado teve uma sessão de debates com apenas dois senadores, na Câmara, só dois deputados registraram presença: Felipe Bornier (PROS-RJ) e Josi Nunes (PMDB-TO). Não houve sessão na Câmara nesta sexta-feira.
Ambulantes
É grande a movimentação de vendedores de espetinhos, pipoca, sanduíches, salgados, bebidas e sorvetes. Também há vendedores de camisetas e chapéus para enfrentar o sol forte do cerrado.
“Ainda está fraco” avaliou a ambulante Patrícia Duarte, que trouxe 200 espetinhos, vendidos a R$ 5,00 cada. “Até chegar ao Congresso, espero vender tudo”. O vendedor de chapéus Renivan Garcia Dutra está animado. “Pra mim, não tem greve. Vim tentar ganhar algum dinheiro”.
Perto do fim da manhã, os manifestantes que estão na Esplanada iniciaram a caminhada, desde a Biblioteca Nacional, rumo ao Congresso Nacional.
- Hugo Barreto
- Hugo Barreto
- Hugo Barreto
Fonte: Estadao Conteudo
Acompanhe a transmissão feita pelo JBr.TV com outras informações direto da Esplanada dos Ministérios:



























