Menu
Brasília

Professores mantêm greve e apresentam reivindicações

Arquivo Geral

27/11/2009 0h00

Os professores da Universidade de Brasília continuam em greve. Em assembleia na manhã desta sexta-feira, 27 de novembro, a classe votou pela continuidade da paralisação até a próxima terça-feira, 1º de dezembro, quando outra reunião traçará os novos rumos da mobilização pelo pagamento da URP. No encontro, que lotou o Anfiteatro 9 do Instituto Central de Ciências (ICC), os docentes aprovaram a pauta de reivindicações para o fim da greve que começou na última terça-feira.


Os professores exigem que uma comissão, formada por membros a serem escolhidos pelo Conselho de Representantes da Adunb, acompanhe o processo de elaboração e fechamento da folha salarial por parte da Secretaria de Recurso Humanos (SRH) da UnB. Também querem uma manifestação formal da administração da universidade e do Ministério do Planejamento (MPOG), assegurando o pagamento da URP a todos os professores e técnicos.


Para o professor Flávio Botelho, presidente da Adunb, as reivindicações são uma forma de proteger não só os 502 servidores que não receberam a URP de outubro, mas toda a categoria. “Queremos a certeza de que não seremos surpreendidos”, afirmou. O secretário de RH da UnB, Afonso de Souza, ressaltou que a reivindicação é legítima. “É um ponto positivo até para que eles acompanhem os esforços que estamos fazendo”, comentou.


Na próxima terça-feira haverá assembleia dos três segmentos – professores, alunos e técnicos – para decidir os rumos da mobilização. Até lá, a comunidade espera já contar com uma posição definitiva do MPOG sobre o depósito da URP, ponto crucial para o fim da greve que compromete a conclusão do semestre na UnB. “Queremos fazer um grande protesto na terça, em frente ao MPOG, às 14h30”, afirmou Cosmo Balbino, coordenador-geral do Sindicato dos Servidores da UnB (Sintfub).


NEGOCIAÇÕES – Presente na assembleia, o assessor da Reitoria Paulo César Marques explicou o andamento das negociações entre a UnB e o governo federal. “O Ministério da Educação (MEC) se comprometeu a dar o parecer favorável ao pagamento para os professores ainda nesta sexta. Esse posicionamento é fundamental para que tenhamos a resposta definitiva do MPOG. Em relação aos técnicos, antes do parecer do MEC, precisamos de uma manifestação da Procuradoria Geral Federal (PGF), o que deve ocorrer nos próximos dias”, comentou.


Depois da votação, os professores debateram o empréstimo financeiro anunciado pela Adunb aos 316 docentes prejudicados pelo não recebimento da gratificação. “Prometeram que a ajuda viria dos cofres da Adunb, que tem dinheiro para isso, sem juros. Mas agora querem colocar um banco para fazer os empréstimos e cobrar juros dos professores”, indignou-se uma professora. Após uma série de protestos, os docentes optaram por adiar a discussão para a reunião do Conselho de Representantes.


 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado