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Brasília

Professores do ensino médio especializados pela UnB recebem diploma

Arquivo Geral

10/07/2009 0h00

“Me sinto mais preparada para dar aulas mais atraentes. Concluir essa especialização aos 50 anos é um sonho para mim”, dosage afirmou a coordenadora pedagógica da Regional de Ensino da Ceilândia, Sheila Borges. Ela estava entre os 1.822 professores da rede pública do Distrito Federal que receberam, na tarde desta quinta-feira, o certificado de conclusão do primeiro curso de pós-graduação realizado pela Secretaria de Educação e a Universidade de Brasília.


Voltado para profissionais do Ensino Médio, o curso ministrado pelo Centro de Educação à Distância (Cead) da UnB faz parte do movimento para ampliar a autonomia das escolas e profissionais da rede pública local. Durante os 18 meses de aula, os docentes aprofundaram conhecimentos em temas como Avaliação e Aprendizagem, Educação Inclusiva, Coordenação Pedagógica e Organização do Trabalho na área de Ciências da Natureza. Foram 420 horas de aula, boa parte delas via internet.


O secretário de Educação do DF, José Valente, ressaltou a importância da qualificação. “Queremos os professores como protagonistas no processo de transformação do projeto pedagógico e do currículo escolar. Com uma gestão diferenciada, vamos formar alunos melhores”, comentou. O secretário se refere à transferência de responsabilidades e poder de decisão para as escolas. Hoje, por exemplo, cada centro de ensino administra a própria verba e pode implantar projetos exclusivos como parte do plano pedagógico.


PARCERIA – Valente não escondeu a satisfação com a parceria com a UnB: “Foi espetacular”. E planeja a próxima turma para 2010. “Espero que o convênio continue por muito tempo, mas dependemos da liberação de verba do Ministério da Educação (MEC)”, ressaltou. O investimento no curso, subsidiado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação do MEC, ficou na casa do R$ 6 milhões. Com a formação da turma, o índice de professores com especialização na rede pública do DF chegou aos 49%. O maior do país.


No que depender da UnB, a qualificação dos docentes vai continuar. “É um grande avanço na educação pública e deve ser uma política permanente”, comentou o vice reitor da instituição, professor João Batista. O diretor do Cead da universidade, Athail Rangel, explica que as aulas, iniciadas em 17 de março de 2008, não se limitaram ao computador. “Tivemos seis encontro presenciais para orientação e tutoria nas monografias. Na nossa avaliação, o curso foi um sucesso”, avaliou.


O índice de aprovação da primeira turma, que teve 2,4 mil professores matriculados, foi de 78%. Índice alto, na análise de Athail Rangel. Entre os professores, o clima era de satisfação com a entrega do diploma. “Apesar da falta de tempo, pois continuamos trabalhando, o curso foi ótimo. Trouxe novas idéias para reveremos metodologias de ensino já ultrapassadas”, afirmou a professora Cássia Botelho, da Escola Classe 16 de Ceilândia. Ela ressaltou o foco na interdisciplinaridade durante a especialização.


CENSO – Dados do Educacenso, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) em maio passado, colocam a educação do DF como a melhor do Brasil. Segundo o levantamento, feito anualmente com escolas públicas e particulares, a capital do país tem 94,12% dos professores trabalhando em um único estabelecimento de ensino, 57,27% lecionando uma única disciplina, 79,32% com curso superior com licenciatura e 87,36% com curso superior. Nas quatro categorias citadas, os índices são os mais altos do país.


Informações do Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos da Secretaria de Educação mostram que dos 28.296 professores da rede pública do DF, 1.066 tem nível médio, 14.692 são graduados, 12.262 possuem especialização, 721 já concluíram o mestrado e, por fim, 56 são doutores. “Somos privilegiados, mas ainda falta muito para alcançarmos a excelência. Continuar investindo na qualificação dos professores é o caminho para ampliarmos a qualidade do ensino do DF”, concluiu o secretário José Valente.

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    10/07/2009 0h00

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    Voltado para profissionais do Ensino Médio, o curso ministrado pelo Centro de Educação à Distância (Cead) da UnB faz parte do movimento para ampliar a autonomia das escolas e profissionais da rede pública local. Durante os 18 meses de aula, os docentes aprofundaram conhecimentos em temas como Avaliação e Aprendizagem, Educação Inclusiva, Coordenação Pedagógica e Organização do Trabalho na área de Ciências da Natureza. Foram 420 horas de aula, boa parte delas via internet.


    O secretário de Educação do DF, José Valente, ressaltou a importância da qualificação. “Queremos os professores como protagonistas no processo de transformação do projeto pedagógico e do currículo escolar. Com uma gestão diferenciada, vamos formar alunos melhores”, comentou. O secretário se refere à transferência de responsabilidades e poder de decisão para as escolas. Hoje, por exemplo, cada centro de ensino administra a própria verba e pode implantar projetos exclusivos como parte do plano pedagógico.


    PARCERIA – Valente não escondeu a satisfação com a parceria com a UnB: “Foi espetacular”. E planeja a próxima turma para 2010. “Espero que o convênio continue por muito tempo, mas dependemos da liberação de verba do Ministério da Educação (MEC)”, ressaltou. O investimento no curso, subsidiado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação do MEC, ficou na casa do R$ 6 milhões. Com a formação da turma, o índice de professores com especialização na rede pública do DF chegou aos 49%. O maior do país.


    No que depender da UnB, a qualificação dos docentes vai continuar. “É um grande avanço na educação pública e deve ser uma política permanente”, comentou o vice reitor da instituição, professor João Batista. O diretor do Cead da universidade, Athail Rangel, explica que as aulas, iniciadas em 17 de março de 2008, não se limitaram ao computador. “Tivemos seis encontro presenciais para orientação e tutoria nas monografias. Na nossa avaliação, o curso foi um sucesso”, avaliou.


    O índice de aprovação da primeira turma, que teve 2,4 mil professores matriculados, foi de 78%. Número alto, na análise de Athail Rangel. Entre os professores, o clima era de satisfação com a entrega do diploma. “Apesar da falta de tempo, pois continuamos trabalhando, o curso foi ótimo. Trouxe novas idéias para reveremos metodologias de ensino já ultrapassadas”, afirmou a professora Cássia Botelho, da Escola Classe 16 de Ceilândia. Ela ressaltou o foco na interdisciplinaridade durante a especialização.


    CENSO – Dados do Educacenso, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) em maio passado, colocam a educação do DF como a melhor do Brasil. Segundo o levantamento, feito anualmente com escolas públicas e particulares, a capital do país tem 94,12% dos professores trabalhando em um único estabelecimento de ensino, 57,27% lecionando uma única disciplina, 79,32% com curso superior com licenciatura e 87,36% com curso superior. Nas quatro categorias citadas, os índices são os mais altos do país.


    Informações do Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos da Secretaria de Educação mostram que dos 28.296 professores da rede pública do DF, 1.066 tem nível médio, 14.692 são graduados, 12.262 possuem especialização, 721 já concluíram o mestrado e, por fim, 56 são doutores. “Somos privilegiados, mas ainda falta muito para alcançarmos a excelência. Continuar investindo na qualificação dos professores é o caminho para ampliarmos a qualidade do ensino do DF”, concluiu o secretário José Valente.

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