No dia 16 de março, uma semana após o início das aulas, professores e técnicos administrativos da Universidade de Brasília (UnB) decidem se voltam à greve deflagrada no ano passado. A ADUnB e o Sintfub marcaram assembleias para esse dia, data-limite para a homologação da folha de pagamentos, pelo Ministério do Planejamento. No último dia 11, o ministério determinou cortes na parcela da Unidade de Referência de Preços (URP), que corresponde a 26,05% do salário dos servidores da UnB. No caso dos professores, o valor seria reduzido e congelado. No caso dos técnicos, a parcela seria suprimida.
Entre os funcionários, o clima já é de greve. Na manhã de ontem, a classe debateu os rumos de possível paralisação em assembleia, na Praça Chico Mendes. “Não vamos dar trégua. Se não tivermos a URP, a UnB para”, adiantou o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da UnB (Sintfub), Luis Carlos de Sousa. A diretoria apresentou a data para a decisão sobre a greve e o calendário de manifestações. “Vamos reunir os três segmentos para continuar a luta.”