Gláucia Cardoso
redacao@jornaldebrasilia.com.br
Os professores da rede pública de ensino do Distrito Federal resolveram manter a greve, que já dura 23 dias. A decisão foi tomada em uma assembleia ocorrida nesta quinta-feira (6), em frente ao Palácio do Buriti, para discutir as propostas apresentadas, ontem, pelo GDF. A categoria fará uma nova assembleia na próxima terça-feira (11), para discutir os novos rumos da paralisação.
Em nota, o GDF informou que continua aberto à nova rodada de negociações para discutir propostas como a do pagamento de R$ 100 milhões de pecúnias a todos os servidores públicos do DF, que beneficiará os professores – que representam cerca de um terço do total – de acordo com uma proposta que possa ser executada pela administração pública.
Para a diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro), Rosilene Côrrea, o valor que deverá ser aplicado aos pagamentos de pecúnias dos servidores não é suficiente. “O plano de educação não é tratado com isonomia com as demais carreiras do DF. Os professores são os que recebem os menores salários”, conta.
A categoria cobra, principalmente, o pagamento da última parcela do reajuste aprovado em 2013, na gestão de Agnelo Queiroz. O GDF, por sua vez, informou que o Sindicato dos Professores já conhece a crítica situação econômico-financeira das contas do DF, o que, segundo o governo, impede a concessão de reajuste salarial ou outra medida que implique no aumento de despesa.
Ainda em nota, o Executivo se comprometeu em não adotar a nova lei de terceirização aprovada recentemente pelo Congresso Nacional na atividade fim da educação. Por fim, garantiu que não encaminhará qualquer proposta de reforma previdenciária do funcionalismo distrital sem ampla discussão com toda a sociedade brasiliense.
Na semana passada, a Justiça considerou o movimento ilegal e determinou o imediato retorno dos docentes à sala de aula, fixando em R$ 100 mil a multa diária por descumprimento. O ponto de professores efetivos e temporários foi cortado pelo governo.