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Brasília

Primeiro dia de racionamento de água no DF provoca insatisfação

Colaborador JBr

16/01/2017 19h26

A última vez que a Barragem do Descoberto apresentou volume tão baixo foi em novembro do ano passado. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O racionamento de água no Distrito Federal mal começou e trouxe insatisfação para alguns moradores e comerciantes das regiões atingidas pelo corte no abastecimento nesta segunda-feira (16). A interrupção total no fornecimento teve início às 8h em Ceilândia, Recanto das Emas e Riacho Fundo II.

Para o garçom Joelson Ferreira, de 28 anos, o racionamento não trouxe nenhum benefício. “Complicou muito o trabalho na hora de lavar pratos e manter o ambiente limpo. A opção que buscaram só traz prejuízo. Poderiam ter reduzido para umas duas ou três horas, ao invés de 24. É complicado para quem trabalha em comércio. Tivemos que improvisar com caixa d’água, e, agora, estamos esperando a chuva para poder abastecê-la”, conta.

Saiba mais

  • O rodízio seguirá um ciclo de seis dias. Na prática, serão 24 horas de interrupção completa, dois de estabilização e três de fornecimento normal. No sétimo dia, o corte volta a acontecer.
  • Além dos moradores de Ceilândia, Recanto das Emas e Riacho Fundo, serão atingidos pelo racionamento moradores de Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Samambaia, Gama, Santa Maria, Núcleo Bandeirante, Park Way, Guará e Candangolândia.
  • Trata-se do primeiro racionamento de água da história do DF. Aproximadamente 1,8 milhão de pessoas serão afetadas de imediato. A última vez que a Barragem do Descoberto apresentou volume tão baixo foi em 19 de novembro do ano passado (19,3%).

O gerente de uma farmácia em Ceilândia, Micael de Oliveira, 29, até concorda com o corte, porém acredita que a situação poderia ter sido evitada. “É até aceitável ter o corte, afinal, se não houver economia poderemos sofrer uma crise muito complicada. No entanto, esse racionamento não é culpa da população, mas dos governantes que não têm um planejamento que evite o corte e prejudique a população”, diz.

Além de comerciantes, moradores também reclamaram do racionamento. Também moradora de Ceilândia, Graziele da Silva, 20, se sentiu prejudicada com o corte. “Este início foi bem severo. É difícil se adaptar com falta de água. Ontem, tive que encher garrafas PETs com água e preparar baldes para a hora do banho”, reclama.

Caesb recomenda não estocar água

O corte foi anunciado na última quinta-feira (12) pela Caesb que, na ocasião, também recomendou aos moradores das regiões atingidas pelo racionamento que não estocassem água, por acreditar que o volume das caixas residenciais já é suficiente para atender aos moradores – desde que o uso seja de forma racional. A empresa também alertou que alguns reservatórios de água podem ser foco do mosquito Aedes aegypti.

Caixas de água

Outra consequência do racionamento foi o aumento da procura por caixas de água. Em uma das maiores lojas de materiais de construção da cidade-satélite de Ceilândia, apenas no último fim de semana foram vendidas 700 caixas de 500 litros, sendo que a média mensal é de 110 caixas.

Segundo o gerente de compras do local, Joaquim Evangelista, o estoque já acabou e o novo já virá com aumento. “Um novo pedido chegará na quarta-feira e já virá com aumento. Nós vamos passar a caixa que custava R$134,90 para R$159,90. Nossa intenção era manter o preço, mas não será possível,” justificou.

Veja como será o racionamento:

17 de janeiro (terça-feira)
Interrupção: Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK e Residencial Santa Maria
Religação e estabilização: Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II

18 de janeiro (quarta-feira)
Interrupção: Gama
Religação e estabilização: Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK, Residencial Santa Maria, Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II

19 de janeiro (quinta-feira)
Interrupção: Águas Claras (zona baixa), Park Way, Núcleo Bandeirante, C.A. IAPI, Candangolândia, Setor de Postos e Motéis e Metropolitana, Vila Cauhy, Vargem Bonita, Ceilândia Leste e Samambaia
Religação e estabilização: Gama, Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK e Residencial Santa Maria

20 de janeiro (sexta-feira)
Interrupção: Guará I e II, Polo de Modas, CABS, Lúcio Costa, SQB, CAAC, Taguatinga Sul, Arniqueiras, Areal e Riacho Fundo I
Religação e estabilização: Águas Claras (zona baixa), Park Way, Núcleo Bandeirante, C.A. IAPI, Candangolândia, Setor de Postos e Motéis e Metropolitana, Vila Cauhy, Vargem Bonita, Ceilândia Leste, Samambaia e Gama

21 de janeiro (sábado)
Interrupção: Águas Claras (zona alta), Concessionárias e Taguatinga Norte
Religação e estabilização: Guará I e II, Polo de Modas, CABS, Lúcio Costa, SQB, CAAC, Taguatinga Sul, Arniqueiras, Areal, Riacho Fundo I, Águas Claras (zona baixa), Park Way, Núcleo Bandeirante, C.A. IAPI, Candangolândia, Setor de Postos e Motéis e Metropolitana, Vila Cauhy, Vargem Bonita, Ceilândia Leste e Samambaia

22 de janeiro (domingo)
Interrupção: Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II
Religação e estabilização: Águas Claras (zona alta), Concessionárias, Taguatinga Norte, Guará I e II, Polo de Modas, CABS, Lúcio Costa, SQB, CAAC, Taguatinga Sul, Arniqueiras, Areal e Riacho Fundo I

 

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