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Brasília

Primeira mulher preside STJ

Arquivo Geral

05/09/2016 6h00

Atualizada 04/09/2016 20h39

A presidente empossada, ministra Laurita Vaz com o neto Lucas Hilário Neto e o advogado Estenio Campelo (Foto: Paulo Lima)

Toda Brasília e não só a capital do país, fez-se presente na posse da ministra Laurita Vaz, na presidência do Superior Tribunal de Justiça. Aliás, esta coluna antecipou, na edição de novembro de 2014, que ela seria a primeira mulher a ocupar este cargo. Presentes na cerimônia, o presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, o presidente do Supremo Tribunal Federal, o presidente em exercício do Congresso, o procurador geral da República e o presidente da OAB, que compuseram a mesa.

Presentes ainda, os governadores de São Paulo, de Goiás, do Distrito Federal, de Alagoas e de outros estados. Goiás inteiro também se fez presente com todos os poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário. O discurso da ministra foi interrompido com aplausos nos momentos em que ela falou sobre a linha de sua gestão: firmeza com justiça.

Durante a cerimônia, que também empossou o ministro Humberto Martins como vice-presidente, Laurita defendeu um atendimento célere da Justiça, assim como reformas que valorizem, sobretudo as decisões dos tribunais de primeira e segunda instância.

“O país nesse momento luta para se restabelecer e precisa de respostas firmes aos incontáveis desmandos revelados. A população exige uma reação imediata e proporcional. Ninguém mais aguenta tanta desfaçatez, tanto desmando, tanta impunidade”, disse.

“A corrupção é um câncer, que compromete a sobrevivência e o desenvolvimento do país, retira comida dos pratos das famílias, esvazia os bancos escolares e mina a qualidade da educação, fecha leitos, ambulatórios e hospitais, fulminando a saúde das pessoas. Enfim, corrói os pilares que sustentam o ideal de civilidade e desenvolvimento”, ressaltou a ministra.

Um dos objetivos da gestão da nova presidente do STJ é sensibilizar o Congresso Nacional sobre a inadiável necessidade de se racionalizar a via recursal para a instância superior, de modo que seja resgatada a real missão do tribunal.

Especialista em Direito Penal, a goiana Laurita Vaz vai comandar o Superior Tribunal de Justiça pelos próximos dois anos, substituindo o ministro Francisco Falcão, agora ex-presidente. Além de administrar o tribunal, caberá a ela – que é a quarta integrante mais antiga do STJ – pautar os julgamentos no plenário daquela Corte, formado por 33 ministros.

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