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Brasília

Pressões

Arquivo Geral

18/09/2016 12h42

O Palmeiras entrou em campo, ontem à tarde, pressionado pelo Flamengo, um ponto atrás na tabela de classificação do Brasileiro, e pelo Atlético Mineiro, com menos três pontos. O treinador do Corinthians, Cristovão Borges, estava tão pressionado que, durante a semana, a diretoria do clube precisou convocar uma coletiva para dizer que ele, que ontem completou 18 partidas como comandante do Timão, era o técnico da equipe. Os jogadores do Corinthians entraram em campo sabendo que precisavam vencer ou, se não, ficariam distantes do G-4 – com o detalhe que há 34 partidas, um ano mais ou menos, o Timão não perdia dentro do Itaquerão. Diante de tanta pressão…

Mais líder do que nunca, o Palmeiras derrotou o Corinthians e abriu quatro pontos sobre o Flamengo, que enfrentará o Figueirense agora de manhã (11h, no Pacaembu). E durante o clássico paulista, os torcedores do alvinegro “cercaram” o camarote da diretoria, criando um clima de tensão e pressão tão grandes que até os jornalistas que estavam cobrindo a partida foram orientados a esperarem os jogadores, após a partida, já no túnel – havia grande temor de invasão de campo por parte da galera. Livres da pressão, vencedores, os jogadores palmeirenses se reuniram no meio do gramado do Itaquerão e saíram juntos de campo, enquanto os corintianos saiam apressados, tentando justificar o resultado e sem saber se, amanhã, terão o mesmo treinador comandando a equipe.

O clássico paulista, única partida deste sábado pelo Brasileiro, foi bem dentro daquilo que se espera num caso destes. Incluindo alguns exageros da arbitragem de Heber Roberto Lopes, até justificáveis pela pressão enfrentada. Como disseram os jogadores do Palmeiras, o caminho trilhado está certo. O grupo palmeirense parece estar determinado a conquistar o título, ou melhor, a lutar por ele – e essa parece ser a grande diferença para os rivais (faço questão de dizer que o Flamengo, vice-líder, apresenta esta mesma determinação e terá de provar, claro, também, mesmo com toda a pressão que a vitória palmeirense colocou).

À tarde, outro clássico, Cruzeiro x Atlético Mineiro, será jogado com toda esta expectativa e pressão já citados. O Galo sabe que em caso de derrota, mesmo faltando 12 jogos para o fim do Brasileiro, ficará numa situação pouco favorável para tirar a diferença que tem para o Palmeiras. E a Raposa precisa dos três pontos para livrar-se, ou ao menos afastar-se um pouco mais, da zona de rebaixamento. Não é fácil, não. Como também não será fácil o jogo entre tricolores, em Porto Alegre. Sem treinador, o Grêmio receberá o Fluminense que, para muitos torcedores, também deveria ter trocado seu comandante após a derrota, em casa, para a Chapecoense. Grêmio e Fluminense precisam da vitória para colocarem pressão sobre o Corinthians e o Santos, adversários mais próximos na luta por um lugarzinho no G-4. É muita pressão.

Indefinição

Para a Copa do Mundo, o poder público investiu mais de R$ 1 bilhão na reforma do Maracanã (não vou discutir se o valor foi elevado ou não, apenas informo-o). Logo depois, numa habitual boa ação do poder público para com a empreiteiras, o estádio foi cedido gratuitamente para uma destas gigantes – o famoso o prejuízo é público, o lucro é particular. Agora, alegando que o estádio só dá prejuízo, a concessionária, com contratos em vigor (só com o Fluminense há um compromisso de 35 anos), decidiu devolver o Maracanã para o poder público. E o governo aceitou e vai promover nova licitação – dizem que Flamengo e Fluminense, parceiros na fase anterior, continuarão. O que ninguém fala é quem pagará os prejuízos dos contratos firmados e não respeitados, afinal, quem garante que o novo “dono” vai querer que continuem os jogos de futebol por lá (é claro que exagero, mas o faço apenas para mostrar como a questão é louca)?

Tristeza

Um ciclista iraniano morreu, ontem, durante sua prova na Paralimpíada Rio 2016. Triste, muito triste. Tristeza que não se esperava, ainda mais faltando menos de 48 horas para o término de uma competição que mostrou a todos nós como se podem superar problemas e limites. O esporte deixa o Brasil de luto neste fim de semana.

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