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Brasília

Pressão por reajuste no valor da passagem de ônibus

Arquivo Geral

17/11/2010 7h54

As reclamações pelo serviço de transporte público oferecido no Distrito Federal são unânimes entre os usuários. Os passageiros o consideram ruim, reclamam dos preços, do tempo de espera nas paradas, da falta de conforto e da segurança. Apesar disso, o DF tem uma das tarifas mais altas do País, e que ainda pode aumentar. Os empresários do sistema de transporte público voltaram a pressionar o Governo do Distrito Federal (GDF). Eles querem um aumento médio de 30,71% sobre o valor das passagens de ônibus.

 

Para justificar o aumento, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo e de Passageiros do DF, Wagner Canhedo, conta que o sistema de transporte do DF fatura R$ 50 milhões por mês, mas que esse valor é insuficiente para a manutenção da normalidade do serviço prestado à população. “Para que haja um equilíbrio entre o faturamento e os custos seriam necessários R$ 70 milhões”, afirma.

 

Caso as reivindicações dos empresários não sejam atendidas, eles ameaçam atrasar o 13º salário dos rodoviários e não pagar o óleo diesel para a circulação dos ônibus.

 

Para chegar ao valor de R$ 70 milhões, o sindicato empresarial propõe o aumento das passagens de R$ 1,50 para R$ 1,80 (20%); de R$ 2 para R$ 3 (50%); de R$ 2,50 para R$ 3 (20%); e de R$ 3 para R$ 4 (33%).
Em junho deste ano, o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) divulgou o resultado de uma auditoria que fez o acompanhamento sistemático do valor da tarifa com relação aos custos que os empresários têm e concluiu que não era necessário o aumento. Segundo a assessoria do DFTrans, a atualização dessa planilha é feita diariamente e os estudos continuam não apontando a necessidade de aumento.

 

Em entrevista coletiva, o governador Rogério Rosso disse que o governo não está fechado, mas irá analisar os números que forem apresentados. “Iremos auditar qualquer número que for apresentado. O que não pode acontecer é ameaça com  corte de salários e paralisação”, afirma o governador.

 

Por representar grande parte das despesas mensais de uma família, os passageiros não concordam com o aumento. Principalmente devido às condições ruins dos ônibus. “As passagens são caras e os ônibus não trazem nenhum conforto, estão sucateados”, reclama o vigilante Paulo Alencar. Morador do Gama, Robson de Freitas conta que gasta R$ 6 por dia com um transporte que ele considera de péssima qualidade. “É uma lata velha que eles chamam de transporte público”, reclama.

 

 

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (17) do Jornal de Brasília

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