A presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Jane Maria Vilas Bôas, foi multada em R$ 5 mil pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) por ter pedido patrocínio às empresas JC Gontijo Engenharia e Geo Lógica Consultoria Ambiental, para custear um evento destinado a cerca de 60 pessoas. À representação formulada pelo Ministério Público de Contas, o TCDF considerou “insuficientes e insatisfatórios os argumentos apresentados” por Jane Maria.
O evento ao qual Jane pediu verba ocorreu de 21 a 24 de janeiro do ano passado, em uma fazenda de Novo Gama, Região Metropolitana do Distrito Federal. Membros da Associação dos Auditores Fiscais de Controle Ambiental (Aficam) ficaram indignados com a atitude da dirigente e emitiram uma nova de repúdio à ocasião.
“É visível a afronta direita ao princípio da moralidade com consequente quebra de autonomia e conflito de interesses, sobretudo no exercício do poder decisório. Tal conduta caracteriza, em tese, ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Administração Pública”, afirmou a entidade em nota. A alegação de Jane era de que o Ibram não tinha recursos para a realização do evento.