ícaro Andrade
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Uma quadrilha especializada em sequestros relâmpagos foi presa pela Divisão de Repressão a Sequestros (DRS). Na manhã desta quarta-feira (15), a corporação apresentou três integrantes do grupo, sendo dois homens e uma mulher. Um adolescente de 16 anos também integrava o bando.
Segundo a Polícia Civil, nos últimos dias, o principal alvo da quadrilha era o filho do dono de uma rede de supermercados do DF e ex-deputado, José Fuscadi, mais conhecido como Tatico. Com o sequestro, os criminosos pretendiam arrecadar cerca de R$3 milhões em resgate.
Em entrevista, o diretor da DRS, Leandro Giordano Ritti, afirmou que os bandidos só não conseguiram sequestrar o jovem porque perceberam que o carro dele era blindado. Com isso, o plano foi adiado. O grupo chegou a alugar um casa no Seto O, em Ceilândia, que seria usada como cativeiro.
“Como os suspeitos não conseguiram sequestrar o filho do empresário, passaram a utilizar a casa para efetuar outros crimes com o objetivo de juntar dinheiro para comprar um armamento melhor e ter condições necessárias para praticar outras abordagens criminosas”, disse Ritti.
Ainda segundo o diretor, com o dinheiro arrecadado nos sequestros e em roubos à residências, os bandidos pretendiam reformar o cativeiro e colocar isolamento acústico, a fim de reveber o filho do empresário na próxima tentativa de sequestro. “Normalmente, os criminosos mantinham as vítimas presas no cativeiro, roubavam seus cartões, e só as liberam após fazer comprar e saques”, relembrou Ritti.
Somente no fim do ano passado, o bando teria praticado quatro crimes violentos, sendo eles: roubo a mão armada, tentativa de latrocínio, sequestro relâmpago e corrupção de menores. Todos eles teriam sido cometidos em estacionamentos públicos e em residências em Taguatinga e Ceilândia.
Foram presos; Matheus Bruno Ferreira Dourado, de 22 anos; Andreia do Nascimento Xavier, 27; Yuri Ferreira Dourado, 20 e Adilson Rodrigues, 29, que é apontado pela Polícia Civil como o chefe da quadrilha. Ele estava foragido do sistema prisional de São Paulo pelo crime de latrocínio – roubo seguido de morte.
Saiba Mais
Todos os integrantes já possuem ficha criminal. Eles devem responder por associação criminosa, roubo, extorsão, corrupção de menores e tentativa de latrocínio.