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Brasília

Prepare-se para chegar bem aos 76 anos de idade

Arquivo Geral

03/08/2013 9h40

Décadas atrás, a rotina de quem chegava à terceira idade se dividia entre resignação e revolta por não poder fazer o que sempre fazia. Entretanto, esse retrato da velhice ficou no passado. Hoje, os idosos encaram os anos vividos como uma conquista de tudo o que foi construído na juventude. O resultado disso é uma população que vive mais e melhor. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o Distrito Federal tem a segunda maior expectativa de vida do País:  76,2 anos. Entre as mulheres, a perspectiva de vida chega a 79,7 anos; e entre os homens,   72,5. 

 

Essa é uma conquista de todo o Brasil. Em todas as unidades da Federação  houve avanços. Em 2010, a esperança de vida ao nascer no País era de 73 anos, nove meses e três dias, revelando um acréscimo de 11 anos, dois meses e 27 dias em comparação a 1980, quando o índice era de 62,52 anos.

 

“Isso é reflexo de melhorias significativas nos serviços de saúde, nas campanhas de vacinação e da qualidade de vida da população”, explicou   o gerente de Componentes de Dinâmica Demográfica do IBGE, Fernando Albuquerque. 

 

Segundo o geriatra do Laboratório Exame  Sérgio Fernandes, o aumento da expectativa está relacionado a uma série de fatores, como o desenvolvimento econômico e cientifico. “Além disso, com uma economia mais favorável, as pessoas têm mais acesso a serviços de saúde”, acredita.

 

O especialista ressalta a condição privilegiada do DF em relação às demais unidades da Federação. “Isso está atrelado à renda”, disse. Segundo ele, a população idosa do DF tem perfil bem definido. “Os idosos são mais ativos. São preocupados com a saúde e tentam aproveitar a vida da melhor forma possível”, diz.

 

A dona de casa Maria Figueiredo, 60 anos, conta que descobriu nos exercícios físicos uma nova forma de viver. “Faço musculação todos os dias e tenho uma alimentação à base de verduras. Com isso, tenho melhorado minha disposição e encarado a vida de forma bem melhor”, relatou.

 

 Não existem razões para reclamar

 

Um olhar de menino   contrasta com   fios brancos. O aposentado Joel Ferreira, 78 anos, conta que não tem motivos para reclamar da vida, mesmo em meio a todas as limitações impostas pela idade. “Minha vida é ótima. Cheguei a Brasília na década de 1970 e aqui construí a minha família. Devo tudo a essa cidade”, contou.

 

De tristeza, segundo ele, carrega apenas a saudade da esposa, que morreu em 2011. “Foram 44 anos de união. Sinto muito a falta dela. Parece que perdi um pedaço de mim, mas preciso continuar”, contou. E para levar a vida da melhor forma possível, ele conta que não dispensa alguns cuidados. “Vou sempre ao médico, tomo   os medicamentos e gosto de passar o tempo jogando   jogos no computador”.

 

 José Geraldo Elias, 74 anos, revela que não abre mão dos cuidados com a aparência. “Costumo ter uma alimentação equilibrada para manter a boa forma. Também sempre corto o cabelo. Minha esposa   cobra que eu me cuide. A barba, tem três dias que ela pede para fazer”, conta.

 

Já Manoel Pedro dos Santos, 81, declara  que o apoio da família é fundamental. “Meus filhos me ajudam muito. Minha esposa que está comigo há 51 anos é extremamente companheira”, afirma.

 

O levantamento mostrou que a taxa de mortalidade infantil no Distrito Federal caiu 72,4% entre 1980 e 2010 – passou de 45,7 para 12,6 o número de mortes de menores de um ano para cada mil nascidos vivos. Com 4,1 pontos abaixo da média do País, o DF é a unidade da Federação com a sexta menor taxa. Vale destacar que há 30 anos, o DF ocupava a segunda posição.

 

De acordo com Fernando Albuquerque, do IBGE, as diferenças são pequenas. “O fato é que cada vez menos temos óbitos. Isso também está relacionado à baixa taxa de fecundidade. Os índices estão muito próximos”, observou.

 

Solidão

 

Para o aposentado Luiz Marques Damasceno, 87 anos, o único problema que o tempo trouxe foi a solidão. “Desde que a minha esposa faleceu, após 64 anos de casados, tenho ficado muito sozinho. Tenho seis filhos, mas cada um tem a sua vida. Então, levo a vida de forma independente”, declarou. Segundo Luiz, seu objetivo agora é seguir a vida de forma leve. “Eu gosto de ver televisão e todos os dias à tarde costumo conversar com outros vizinhos aposentados que ficam na praça”, contou.

 

Mortalidade

 

O levantamento mostrou que a taxa de mortalidade infantil no Distrito Federal caiu 72,4% entre 1980 e 2010 – passou de 45,7 para 12,6 o número de mortes de menores de um ano para cada mil nascidos vivos. Com 4,1 pontos abaixo da média do País, o DF é a unidade da Federação com a sexta menor taxa. Vale destacar que há 30 anos, o DF ocupava a segunda posição.

 

De acordo com Fernando Albuquerque, do IBGE, as diferenças são pequenas. “O fato é que cada vez menos temos óbitos. Isso também está relacionado à baixa taxa de fecundidade. Os índices estão muito próximos”, observou.

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