O Tribunal do Júri de Brasília julga nesta quinta (9), a partir das 9 h, os réus Ismael Severino da Silva e Jarson de Jesus Pinto Cerqueira, policiais militares do Estado de Goiás acusados do homicídio de Leonel Evaristo da Rocha, ex-dono da rede de restaurantes Bargaço. O crime teria sido encomendado por Luzivan Farias da Silva que foi julgado e condenado em maio de 2009 por homicídio e furto qualificados.
De acordo com a denúncia, na noite de 14 de abril de 2008, Luzivan e Leonel teriam ido a um restaurante no Setor Sudoeste. Ao saírem do estabelecimento, Luzivan, empregado da vítima há muitos anos, teria levado o patrão até o local onde ocorreu o crime, na BR-450, Setor de Postos e Motéis Sul, sentido Brasília – Núcleo Bandeirante. Em seguida, Ismael e Jarson teriam seguido o carro em que estavam. Luzivan teria estacionado o veículo no acostamento da rodovia e, por volta das 22h15, Ismael teria efetuado diversos disparos contra a vítima, causando sua morte. O motivo do crime teria sido o desejo de Luzivan de ocultar desfalques e irregularidades praticados na administração do restaurante da franquia Bargaço.
A testemunha de acusação relata que imediatamente antes e depois dos disparos, Luzivan manteve contato com Ismael e Jarson. Segundo ela, os dois policiais teriam recebido um celular e a quantia de R$ 200 da vítima como forma de simular um assalto para evitar o envolvimento do empregado na prática do delito.
Em interrogatório, os réus negaram a autoria do crime. No entanto, consta no processo que o aparelho celular furtado da vítima teria sido habilitado em nome da mãe de um dos acusados e estaria sendo utilizado por um sobrinho seu. O outro acusado teria sido flagrado com o aparelho celular de Luzivan no bolso. Ambos se defenderam alegando que adquiriram os aparelhos em feiras livres.