Manuela Rolim
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Parte de uma quadrilha especializada em explosões de caixas eletrônicos foi presa pela Polícia Civil. No total, quatro pessoas, sendo uma mulher, responsáveis pelas últimas ocorrências registradas no DF, foram detidas até o momento. A organização era dividida em dois grupos, com pelo menos dez integrantes em cada. Havia participação de criminosos de outro estados, em especial de Minas Gerais e Goiás.
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Dois dos suspeitos, José Weberson Pereira Simão, 31 anos, e Issak de Morais Arruda, 38, foram presos em Natal (RN) e chegaram a Brasília por volta das 18h desta quinta-feira (8) em um avião da PCDF. Ambos teriam ido gastar o dinheiro roubado em um festival de música baiana na cidade nordestina, ressaltou o titular da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), Fernando César Costa.
O terceiro envolvido, Carlos André de Lima Mendes, 33 anos, também foi detido na manhã de hoje, no Paranoá. Já a mulher dele, Vanessa Cristina Camilo da Silva, 27, foi presa depois de mais uma explosão no último dia 22, em Samambaia.
Antecedentes
Segundo o delegado, os três homens colecionam passagens pela polícia por roubos e furtos mediante arrombamento e uso de artefatos. Além disso, utilizavam um material artesanal para praticar os crimes.
“Sabemos que eles determinam articuladores diferentes para cada ocorrência. Em Samambaia, por exemplo, os quatro tiveram participação, mas não foram os líderes. Em alguns casos, eles ainda chamavam pessoas externas para participar como forma de dificultar a identificação por parte da polícia”, explicou. Um deles tinha nove passagens; outro, sete; e o terceiro, três.
Segundo o delegado, os três homens colecionam passagens pela polícia por roubos e furtos mediante arrombamento e uso de artefatos.
As investigações da DRF ocorreram desde junho deste ano, até a desarticulação total da quadrilha. “Esse tipo de delito ganhou popularidade e tem atraído cada vez mais criminosos. O acesso fácil a explosivos e tecnologias artesanais, que permitem a execução de explosões com sucesso, chamam a atenção dos suspeitos, além da ausência de policiamento ostensivo durante a madrugada. Além disso, a posição geográfica do DF é outro fator que favorece o ato. Estamos falando da área central do País, que recebe suspeitos de todos os estados”, acrescentou Costa.
De acordo com ele, atualmente, o DF ocupa as últimas posições em relação ao restante do País quando o assunto são explosões ou ataques a agências bancárias. “Este ano, contabilizamos 30 ataques a caixas eletrônicos, sendo nove explosões”, detalhou o titular da DRF. Somente esta semana, foram três casos.
Costa informou que o lucro dessa quadrilha é menor do que a desfeita em 2015. Os presos foram autuados por furto qualificado por arrombamento, explosão, associação criminosa e porte de arma.