Keven Garcia
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Dois homens, um de 18 anos, e outro de 24, foram presos na última quarta-feira (24), no Paranoá, acusados de homicídio. O crime ocorreu em março, no bairro Marro da Cruz, em São Sebastião. A dupla mataria um desafeto. No entanto, no momento do disparo, um senhor de 42 anos acabou sendo atingido. Ele morreu na hora.
O motivo do crime seria um acerto de contas entre grupos rivais dos bairros Morro da Cruz e Residencial Vitória, ambos em São Sebastião. No momento do homicídio, os autores estavam em um veículo Crossfox vermelho, e quando avistaram um suposto desafeto do grupo rival, decidiram matá-lo.
Munidos com um revólver calibre 38, eles efetuaram disparos que acabaram fazendo outra vítima: José Alberto Alves dos Santos, um vendedor de churrasquinho do local. Ele foi atingido no tórax e morreu ainda no local.

Breno Esaki/Jornal de Brasília
“A intenção dos criminosos era um acerto de contas com a vítima desejada, que teria tentado tirar a vida de um dos integrantes do grupo rival em datas anteriores. Mas por erro na execução, acabaram atingindo um inocente que vendia churrasquinho no local”, declarou o delegado João Guilherme Carvalho da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião).
Após dois meses de investigações, os agentes conseguiram esclarecer o caso. Os envolvidos não tiveram os nomes revelados pelo delegado, pois essas informações podem atrapalhar no andamento investigações ligadas ao caso. Os criminosos possuem passagens por latrocínio, roubo a mão armada, furtos, receptação, corrupção de menores, desacato e posse ilegal de armas de fogo.
Eles agora ficarão à disposição da Justiça e responderão por homicídio qualificado consumado e homicídio qualificado tentado sobre outras ocasiões. A pena da junção dos crimes pode chegar a 30 anos de prisão.
A investigação continua para identificar todos os envolvidos dos grupos rivais. “Nós vamos continuar os trabalhos investigativos e, pedimos, inclusive, que os moradores dessas localidades façam denúncias anônimas por meio do número 197 da Polícia Civil, para que a gente tenha um maior número de informações dos integrantes desses grupos”, finalizou o delegado.