Joziel de Paulo Rodrigues, de 35 anos, acordou com as galinhas na manhã deste sábado. Despertou cedo, com o cantar do galo, como de costume, colocou o inseparável chapéu na cabeça e caminhou até a Escola Classe Osório Bacchin, no Núcleo Rural Jardim Morumbi, em Planaltina.
O pequeno produtor do Distrito Federal estava ansioso para receber adubo químico e sementes para o plantio das mãos do governador José Roberto Arruda. “Não posso comprar esses produtos. Um saquinho de semente de milho ou feijão, com 20kg, custa de R$ 150 a R$ 200. Tenho uma esposa e quatro filhos para sustentar. Com essas sementes garanto a alimentação na minha casa e como elas são de alta produtividade, aproveito o excesso para vender e ganhar um troquinho”, comemorou Joziel, produtor de maracujá, milho, feijão e mandioca.
A família dele foi uma das 7.038 contempladas com a distribuição de 400kg de adubo químico, 160kg de sementes de milho, 35kg de feijão, 30 mil mudas de bananeira e 200kg de hortaliça. “Estamos começando aqui em Planaltina, mas quero que essa semente se espalhe por todos os núcleos rurais do Distrito Federal”, ordenou Arruda ao secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilmar Luís.
A passagem do governador por Planaltina não beneficiou apenas os agricultores. Além de entregar sementes e adubo, Arruda autorizou o asfaltamento da pista em frente à Escola Classe Osório Bacchin, nome em homenagem ao produtor rural que cedeu o terreno para a construção do colégio,e propôs a construção de seis salas de aula para alunos do Ensino Médio.
“Nosso objetivo com a distribuição desses produtos é incentivar a produção de subsistência, a colheita para a manutenção das famílias do campo. Além disso, é uma forma de evitar o desemprego. Eles podem ganhar dinheiro com o excesso do que produzem”, comentou o subsecretário de desenvolvimento rural e agricultura familiar, Agnaldo Alves.
Reforma do Cras é mais um benefício
A comunidade rural de Planaltina não foi a única beneficiada hoje. Do Jardim Morumbi, o governador José Roberto Arruda seguiu para a cidade, onde reinaugurou o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). A área com 15 mil metros quadrados (2.8 mil de edificações) não recebia melhorias há 33 anos. Parte de um teto havia caído e os banheiros estavam sucateados.
A repaginação do CRAS custou R$ 1,9 milhão. No novo espaço também funcionarão unidades do Centro de Orientação Socioeducativa (COSE) e do Centro de Referëncia Especializado de Assistência Social (Creas). O local funcionará também como um ponto de distribuição de programas assistenciais como o pão e o leite. Durante a reinauguração foram entregues carteirinhas de idoso, houve lazer para as crianças e um bolo para comemorar a reabertura do CRAS.