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Brasília

PIB do DF cresce 5,9% e se aproxima de R$ 100 bilhões

Arquivo Geral

18/11/2009 0h00

O Distrito Federal ocupa a oitava posição na economia brasileira e continua com a maior renda per capita do país (R$ 40.696). A constatação faz parte da nova série das Contas Regionais (2002-2007) calculado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de crescimento real do PIB do DF atingiu 5,9% em 2007, em relação a 2006, como reflexo direto do bom desempenho registrado nos setores da agropecuária (35,2%), serviços (5,5%) e indústria (4,8%). O valor que mede a contribuição das atividades econômicas pela ótica da produção – o chamado valor adicionado bruto – cresceu 5,5% e os impostos aumentaram em 9,4%. Com isso, a soma de todas as riquezas produzidas no Distrito Federal, atingiu a cifra de R$ 99,9 bilhões.

Em 2007, o Distrito Federal contava com uma população de 2,5 milhões de habitantes distribuídas em 29 Regiões Administrativas e PIB de R$99,9 bilhões, o que resultou num PIB per capita de R$40.696. Se comparado à economia brasileira, o PIB per capita brasiliense representa quase três vezes o nacional, que para o ano de 2007 foi de R$ 14.465 . 

O principal responsável pelo crescimento do PIB do DF em 2007 foi o consumo das famílias, que estimulou o investimento e injetou dinheiro na economia. Este crescimento foi influenciado pelo aumento da massa salarial, pela alta das operações de crédito e pela redução da taxa básica de juros, que encerrou o ano à taxa anual de 11,25%, conjunturas que contribuíram para fortalecer o mercado interno.

Tornando-se por base o Cadastro Central da Empresas (CEMPRE) do IBGE, verificou-se que os maiores salários médios mensais em 2007, foram pagos no Distrito Federal, 6,9% salários mínimos, aproximadamente R$ 2,6 mil, frente à média nacional de 3,4 salários, cerca de R$ 1,3 mil.

A agropecuária, embora, represente somente 0,3% na estrutura econômica do Distrito Federal, apresentou, em 2007, expressiva expansão de 35,21% em crescimento real, comparado a 2006. Este crescimento foi impulsionado pela alta produtividade da agricultura local, onde os produtores optaram por um bom padrão tecnológico, aumentando os investimentos em insumos. Além disso, o clima que vinha afetando negativamente o setor agrícola nos últimos anos, em 2007 favoreceu o desempenho das plantações.

O setor industrial registrou uma variação real de 4,82% em 2007, composta pelos bons desempenhos das atividades indústria extrativa mineral, 17,15%, produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana, 11,78% e indústria de transformação, 10,27%. Os ramos que mais se destacaram na indústria de transformação foram os das indústrias gráficas e de cimento. O indicador só não foi melhor pela estabilidade verificada no volume do valor adicionado no segmento da construção civil (-0,0 6%), que representa 55% de toda a indústria. 

Contudo, a participação da construção civil na economia local assinalou um pequeno aumento, passando de 3,5% em 2006, para 3,6% em 2007, resultado da elevação de 14,2% nos preços médios praticados pelo subsetor, atingindo o valor corrente de R$ 3,2 bilhões.

O panorama da construção civil do Distrito Federal em 2007 é explicado pelo longo ciclo operacional inerente à atividade, principalmente para obras na construção pesada, onde o setor público tem presença marcante com obras de infra-estrutura, viárias e de saneamento. O fato de as construções atravessarem vários anos civis favorece o risco de descolamento entre o recebimento das receitas e os dispêndios com custos, que se revelam notadamente maiores em fase de conclusão. 

Em 2007, o desempenho das atividades que compõem o setor serviços superou o de 2006, entre as 11 atividades desse grupo, 10 apresentaram variações em volume acima das verificadas no ano anterior. Estes resultados garantiram o crescimento de 5,45% no ano.

Os negócios na atividade de intermediação financeira, seguros e previdência complementar, com crescimento de 16,2%, lideraram o desempenho no setor de serviços ao longo de 2007. A taxa acumulada de crescimento do segmento, que contempla bancos e seguradoras, foi de 40,31% no período 2003-2007. A atividade exerceu, em 2007, o maior impacto no resultado do valor adicionado bruto, sendo responsável por 30% da taxa global e 32% do setor serviços. 

Condições favoráveis de crédito ao consumo, melhoria do rendimento real e do emprego e a queda nos preços foram os principais fatores de sustentação do resultado positivo da atividade.

A administração pública é a atividade mais relevante na economia do Distrito Federal, 53,8% de toda a estrutura produtiva, e cresceu 2,92% em 2007, contribuindo com 22,8% na composição da taxa do valor adicionado bruto total.

No período 2003-2007 a atividade serviços de informação que inclui além das telecomunicações, consultoria de hardware, software, processamento de dados, atividades de banco de dados e distribuição on line, atividades cinematográficas, de rádio e agências de notícia, registrou o maior crescimento acumulado, 48,0%, com média anual de 8,16%.

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