É preciso cuidado com o queijo frescal que se consome em Brasília. Pesquisa realizada por Emanuel Pereira Couto, aluno da Faculdade de Agronomia e Veterinária da Universidade de Brasília (UnB), aponta que o produto comercializado em feiras livres e supermercados do Distrito Federal possui bactérias causadoras de intoxicações alimentares e diarreias, como Escherichia coli e Staphylococcus aureus.
O estudo realizou uma análise microbiológica em 20 amostras de queijos, sendo dez de produtos industrializados e vendidos em supermercados, e outros dez comercializados em feiras livres e produzidos sem controle sanitário. Emmanuel identificou que 80% dos queijos produzidos informalmente possuem contaminação por Escherichia coli. Quem consome apenas produtos industrializados também precisa ficar atento: 40% das amostras analisadas foram consideradas impróprias para o consumo, com a presença de Staphylococcus aureus em níveis acima do permitido pela legislação.
Milhões de bactérias
Uma das amostras recolhidas em feiras livres apresentou 32 milhões de bactérias E. coli por grama de queijo. “Esse nível é altíssimo. As pessoas devem sempre examinar se há selo de fiscalização nos produtos”, afirma Márcia de Aguiar Ferreira, professora da Faculdade de Agronomia e Veterinária e orientadora do projeto. Outra amostra apresentou 650 mil bactérias de S. aureus por grama. “Contagens acima de 500 bactérias representam risco à saúde”, explica a professora.
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