João Paulo Mariano
Especial para o Jornal de Brasília
Na avaliação do secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), Edival Novaes, o movimento na Esplanada foi violento por parte de muitos manifestantes, mas as forças de segurança teriam conseguido cumprir as normas estabelecidas no Protocolo Tático Integrado, firmado neste ano e que delimitou o espaço de manifestação na Esplanada dos Ministérios. O secretário disse ter constatado que o desejo de muitos manifestantes era ultrapassar o limite da Alameda dos Estados para invadir o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.
“Pelo menos a metade ali estava disposta a fazer bagunça, praticar danos e ferir as pessoas. Queria de qualquer forma invadir o Congresso Nacional, o que não foi permitido”, afirmou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes, deixando claro que esse foi um diferencial do movimento desta quarta-feira (24). Cerca de três mil PMs foram designados para o trabalho na área central, fazendo com que muitas regiões administrativas tivessem o policiamento diminuído, mas garantindo o controle da situação.
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No balanço da pasta, oito pessoas foram presas por pichação e depredação de espaço público, uso de arma branca, entre outras. Em relação a situações flagrantes que foram apuradas, houve porte de arma branca e de entorpecentes, lesão corporal e resistência. As depredações ocorreram por toda a Esplanada. Os Ministérios da Cultura, Trabalho, Integração Social, Saúde, Fazenda, Planejamento e Minas e Energia e a Catedral sofreram algum dano. Placas de sinalização, paradas de ônibus do Eixo Monumental e até a uma loja de fast food não escaparam do quebra-quebra.
Ainda não existe um balanço do prejuízo de tudo que foi danificado. As forças de segurança também não souberam indicar quanto foi gasto com a preparação de uma manifestação como essa. O Coronel Nunes, comandante da PM, acredita que tenha sido um investimento alto devido à quantidade de profissionais e equipamentos envolvidos.
Manifestantes e policiais ficaram feridos
O Corpo de Bombeiros registrou 49 ocorrências. Quatro manifestantes receberam atendimento no local e foram liberados. Os demais foram encaminhados ao Hospital de Base e ao Hospital Regional da Asa Norte. Entre os motivos para atendimento, segundo a Secretaria de Segurança, estão cortes na mão, ferimento por instrumento de menor potencial ofensivo, corte no pescoço, queda por trauma na coluna, perfuração por arma de fogo e mal estar. Do total, estão os oitos policiais militares, que foram levados para o Hospital da Asa Norte. O caso mais grave entre os policiais foi o de um policial que quebrou a perna.
Policiais atiram contra manifestantes
A Polícia Militar abrirá inquérito para investigar policiais militares que aparecem em imagens com armas de fogo atirando na direção de manifestantes. Segundo a pasta, este procedimento não é adotado em manifestações e os incidentes e as responsabilidades serão apuradas.


























