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Brasília

Pediatras do HBDF fazem alerta para doenças do fígado

Arquivo Geral

08/10/2009 0h00

O Setor de Gastroenterologia Pediátrica da Unidade de Pediatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), em parceria com a Sociedade de Pediatria do DF, lança nesta quinta-feira (08) a campanha “Alerta Amarelo”, no 34° Congresso Brasileiro de Pediatria, que será realizado de 08 a 12 de outubro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

O “Alerta Amarelo” é  acionado se o recém-nascido persistir com icterícia (“amarelão’’ dos olhos e da pele) e apresentar as fezes brancas ou amarelas. Nesses casos deverá ser avaliado do ponto de vista clínico e laboratorial e encaminhado aos centros de referência.


No congresso será apresentada uma pesquisa sobre atresia biliar (quando a bile fica retida no fígado e não drena para o intestino, prejudicando as células hepáticas), resultado de estudos desenvolvidos no Distrito Federal e que foi expandido para um universo maior incluindo as Universidades Federais do Rio Grande do Sul, Bahia, Minas Gerais, Unicamp e um grupo de transplante hepático do Hospital Sírio Libanês e Hospital do Câncer de São Paulo. O trabalho foi apresentado nessa quarta-feira (07), na Jornada dos Residentes, no auditório do Hospital de Base.

Segundo a médica Elisa de Carvalho, gastroenterologista e chefe da Unidade de Pediatria do HBDF, o estudo sobre atresia biliar no Brasil, tem como objetivo determinar o perfil epidemiológico, a evolução e o prognóstico das crianças portadoras da doença.


Ficou demonstrado que o encaminhamento tardio dos pacientes ainda é um problema, devendo ser instituídas ações de saúde que favoreçam o diagnóstico precoce em nível nacional. A sobrevida do paciente com fígado inativo pode aumentar se a cirurgia de Kasai for realizada precocemente, sendo que o índice brasileiro de sobrevida se assemelha a dos países industrializados.
 
O aumento da billirubina direta ou colestase (substância que quando aumentada causa a icterícia e demonstra que as células hepáticas não estão funcionando bem – colestase) revela a necessidade de exploração clínica urgente. O esclarecimento precoce do diagnóstico e a instituição do tratamento adequado exercem influência decisiva na sobrevida e na qualidade de vida de muitos pacientes, como nos portadores de atresia biliar e de alteração das reações químicas dentro das células (chamadas erros inatos do metabolismo).

A atresia biliar constitui a principal causa de transplante hepático em crianças. Se não tratada, é uma doença fatal em 100% dos pacientes. A cirurgia de Kasai é a única alternativa para se tentar evitar o transplante hepático, tendo melhores resultados se realizada precocemente.

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