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Brasília

PCDF prende grupo suspeito de aplicar “golpe do paco” no Distrito Federal

Investigados atuavam perto de bancos e lotéricas e são suspeitos de integrar organização especializada em estelionatos

João Victor Rodrigues

26/05/2026 8h34

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Foto: PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu em flagrante, no último domingo (25), quatro pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada na aplicação do chamado “golpe do paco”, modalidade de estelionato praticada de forma articulada e baseada na manipulação psicológica das vítimas. A ação foi conduzida por equipes da 8ª Delegacia de Polícia da Estrutural.

Segundo as investigações, o grupo atuava principalmente nas proximidades de agências bancárias e casas lotéricas, escolhendo pessoas que haviam acabado de realizar saques ou movimentações financeiras. A fraude começava quando um dos criminosos fingia perder uma carteira ou pacote contendo suposta grande quantia em dinheiro. Em seguida, outro integrante “encontrava” o objeto junto da vítima e iniciava uma conversa para conquistar sua confiança.

Na sequência, um terceiro suspeito surgia alegando ser dono do dinheiro e prometia uma recompensa pela devolução. Para convencer as vítimas, os criminosos pediam que elas entregassem bolsas, celulares, cartões e documentos como forma de garantia enquanto buscariam o suposto pagamento. Após obter os pertences, o grupo fugia do local. De acordo com a PCDF, havia divisão organizada de tarefas entre os integrantes, incluindo monitoramento das áreas e apoio logístico para a fuga.

Durante diligências investigativas, os policiais flagraram uma nova ação do grupo na Cidade Estrutural e, pouco depois, registraram outra ocorrência semelhante em Planaltina. Após o segundo crime, os suspeitos foram abordados dentro do veículo utilizado nas fraudes. No automóvel, os agentes encontraram objetos pertencentes às vítimas, além de celulares, cartões bancários e documentos de origem ainda investigada. Conforme a polícia, três dos presos possuem extensa ficha criminal por crimes patrimoniais, incluindo um investigado com mais de 25 indiciamentos e ao menos 15 mandados de prisão anteriores relacionados a estelionatos. O grupo também é suspeito de envolvimento em crimes semelhantes no Distrito Federal e em outros estados.

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