A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) lança nesta quinta-feira (2), às 10h30, no hall do Instituto de Identificação, no Complexo da corporação, o projeto Orfeu. A iniciativa é voltada à reanálise biométrica de cadáveres não identificados ou identificados apenas na esfera criminal, com uso de tecnologias avançadas de comparação biométrica e integração de bases de dados estaduais e federais.
Segundo a PCDF, o projeto foi desenvolvido a partir da revisão de registros produzidos ao longo de três décadas, permitindo o reprocessamento de biometrias antes submetidas às limitações tecnológicas da época. A proposta é ampliar as possibilidades de identificação humana por meio de sistemas biométricos modernos e interoperáveis.
Até o momento, a iniciativa recuperou 117 identidades em 409 casos analisados. A corporação afirma que o projeto também fortalece atividades periciais e investigativas e funciona como apoio às políticas de busca de pessoas desaparecidas, ao ampliar a capacidade institucional de identificação e integração de informações em âmbito nacional.
Como legado permanente, o Orfeu prevê a formação de um banco biométrico de cadáveres não identificados e a implementação de um ciclo contínuo de revisão biométrica. Nos casos em que houver identificação e localização de familiares, a PCDF fará a comunicação oficial da identidade da pessoa e informará o local do sepultamento.
Após a cerimônia de lançamento, haverá uma coletiva de imprensa com a equipe responsável pelo projeto, no auditório do Instituto de Identificação.