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Brasília

Parque Nacional enfrenta ainda 3 focos de incêndios subterrâneos

Arquivo Geral

23/09/2010 15h49

Nesta quinta-feira (23), foram identificados no Parque Nacional de Brasília três focos de incêndio subterrâneos, aqueles que acontecem na massa orgânica em decomposição, atingindo principalmente as raízes das árvores.

Os focos estão localizados próximo ao córrego do Rego, ao córrego do Bananal e ao córrego da Barriguda. Segundo informações do direitor do Parque Nacional, Amauri de Sena Motta, esses incêndios são de difícil identificação, já que o único indicativo é a fumaça que sai do interior do solo. Com a queda das folhas, forma-se no solo uma manta orgânica, que em decomposição, favorece a propagação das chamas. Esse tipo de incêndio é grave, já que atinge principalmente as raízes das árvores, ocasionando o tombamento das mesmas.

Cerca de 40 profissionais do Corpo de Bombeiros do DF, 28 brigadistas do parque e mais alguns voluntários tentam controlar os incêndios subterrâneos. Os profissionais estão jogando água nessas regiões para tentar reduzir a propagação desssas chamas. 

 

Os bombeiros e a administração do parque não conseguiram definir o tamanho da área atingida. Os incêndios na região começaram no último domingo (19) e atingiram aproximadamente 12 mil hectares.

 

Além da vegetação, a fauna local tambéms sobre com os impactos das queimadas. Funcionários do parque identificaram algumas carcaças de animais que morreram em decorrência do fogo. O direitor ressalta ainda a importância de se redobrarem os cuidados com os incêndios na reserva florestal. Atualmente no Parque Nacional, várias espécies em extinção, como tamanduás-bandeira, onças pardas, tatus-canastra, residem na área e estão sendo atingidos pelos incêndios.

Alerta

O diretor do parque faz um alerta à população que mora vizinha ao parque. “Nessa época do ano, os moradores devem evitar ao máximo realizar queimadas de lixos, ou nas vegetações das chácaras, já que esse fogo pode perder o controle, atingindo assim novas regiões do Parque Nacional”, afirma Amauri.

Além da conscientização, agentes da Polícia Militar Ambiental estão realizando o patrulhamento do perímetro do parque, para coibir novos focos e evitar também a caça e a pesca na região.

 

 

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